sábado, 11 de julho de 2015
Cade as 3 Marias?
Ceu estrelado! Nada parecido com o ceu que os gauleses temem cair em suas cabecas.
Ontem quis mostrar para minhas filhotas as 3 Marias. Marias estas que meu pai me mostrava no ceu. Me lembrei de uma vez, na Croacia que fui procurar as 3 Marias e somente transpareci minha ignorancia astronomica, ja que la, quem reina e a Ursa Maior e a Ursa Menor.
Ontem, aqui, nem Ursa, nem Maria. Nao era perto do Cruzeiro do Sul que elas ficavam, enfileiradas diagonalmente?
Onde foram parar? E onde foi parar minha certeza de que algumas coisas a gente nunca esquece? Achei que a posição das Marias eu nunca esqueceria.
3 Marias: no primário, eram Maria de Lourdes, Maria Aparecida e Maria Ines as tres professoras que me sugeriam fortemente cantar o hino nacional, da bandeira e da independência. Isto eu nao esqueci...
3 Marias: na adolescência, foram substituídas pelo violao e a voz de Milton: mas e preciso ter gana, e preciso ter forca, sempre
3 Marias: na vida adulta, sumiram.
No google, posso acha las. Na constelacao de Orion. Ainda prefiro ficar deitada na grama, olhando para o ceu ate resgata-las da minha memória.
quarta-feira, 24 de junho de 2015
Chi tchi
O ano era 2010. A viagem era para o Vietna. Bom dia, Vietna! - eu podia ouvir o Robin Willians gritando isto a cada esquina. Nao, o clima nao era belico, muito pelo contrario. O clima era de descoberta e romantismo.
A guia era uma jovem universitaria que explicava sobre as familias de Ho Chi Min. As familias vao adicionando andares as suas casas conforme se casam. As familias vao morando juntas, em pequenos sobrados que se tornam pequenos e frageis predinhos.
E em algum momento da conversa, surgiram alguns sons. Parecia algo como chi, tchi, chi, tchi.
O que e isto? E ela explicou, da forma mais logica possivel que cada palavra tinha um som completamente diferente, assim como o significado.
Nao me lembro dos significados, mas cada imperceptivel diferente chi nao tinha nada a ver com a palavra anterior. Foi uma explosao de gargalhadas!
E hoje, 5 anos depois, me dei conta de que nao tinha nada de estranho nisto. Vejam o portugues, esta lingua di,ples somente para Camoes e para o professor Jorge Miguel que sabia as Lusiadas de cor:
Vaca, maca, laca, taca, saca, faca. Cada palavra minimamente diferente? E o que dizer de maca e de cama? A guia vietnamita provavelmente nao cairia na gargalhada, mas com sua sutil orientalidade, cobriria os labios e chacoalharia os ombros!
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Liquid paper
Fui visitar uma amiga que teve bebê na maternidade. Achei por bem comprar um presente na lojinha do hospital, para facilitar eventual desejo de troca.
A lojinha do hotel tinha muitas boas opções de presentes. Variados bichos de pelúcias, roupinhas, mantas, enfeites, etc. Tudo em ordem. O que chamou minha atenção foi que na principal prateleira, dentre alguns itens de papelaria, havia uma fila comprida de liquid papers. Sendo o hospital longe da minha casa, tive bastante tempo durante o trajeto da volta para pensar por que será que alguém precisaria de liquid paper na maternidade?
Não consegui chegar a nenhuma hipótese plausível. Liquid paper? Não consigo imaginar. Será que serve para alterar o nome da criança das lembrancinhas se os pais mudaram de ideia ao ver a criança?
Será que serve para tentar corrijir, digo corrigir (cadê o liquid paper?) cartões mal escritos?
Não importa: O nascimento é o momento de começar a escrever uma história. É uma página em branco para todos os membros da família. É o momento de se descobrir como pais, irmãos, avós.
Liquid paper? Desde o ginásio não sei mais para que serve. E se pensarmos bem, o ginásio nem existe mais...
quinta-feira, 27 de março de 2014
Olha o jacaré
Seis da manhã. Levanto e vou estoicamente fazer ginástica. E lá está ela. A miniatura de jacaré. Zombando da minha falta de alongamento. Rindo da minha falta de coordenação motora. E sigo tentando. O exercício é chamado de cachorro e gato. Em quatro apoios como um cachorro, curvando a coluna como um gato. E o pequeno jacaré lá perto, embaixo do sofá.
Entre a contagem sistemática e repetitiva de 1 a 15, olhares de soslaio mútuos.
Eu pensando como vou me livrar dela.
Ela pensando por que diabos eu estou com pesos nos pés e nas mãos, dificultando minha mobilidade.
Jacaré com ventosas; humana com bola de pilates. Dupla improvável.
Fim da aula. Alívio. Das duas partes. Eu feliz por ter cumprido minha dose bi semanal de exercício. A lagartixa com a certeza de que não será defenestrada. Se não foi extirpada até agora, está com seu lugar garantido.
Chego no trabalho e ligo para uma empresa de dedetização.
- Formigas, baratas e insetos em geral. Ótimo, recentemente também apareceram algumas baratas grandes como naves espaciais. A casa anda bastante povoada de visitas não desejadas.
- E largartixa?
- Minha senhora, lagartixa não é inseto, é réptil. Nós não eliminamos.
Sim, ela venceu. Vai ficar lá e na ausência dos demais insetos, vai reinar sozinha.
terça-feira, 25 de março de 2014
As saias que deixei de usar
Recebi ontem de uma amiga uma foto em que eu e mais 3 amigas estamos de biquini por volta da lira dos nossos 16 anos.
Pareço uma outra pessoa. Cabelos muito, muito volumosos e mais escuros do que hoje, apesar de mantê-los virgens de tintura até hoje.
O corpo, este realmente parece outro. Uns vários quilos a menos. Fiquei impressionada. E me senti muito idiota.
Idiota, porque me lembrei que até os 30 anos eu não usava saia. Achava que minhas pernas eram muito finas e muito brancas. Ainda são, mas como é bom fazer 30 anos! Como é bom perceber como somos e tirar o melhor disto.
Agora, muito mais perto dos 40 anos do que dos 30, uso saias. As pernas continuam tão ou mais brancas do que antes, os cabelos menos volumosos, outras coisas mudaram, mas o que mudou mais, não aparece na fotografia.
E as saias que não usei, decerto não servem mais. Que venham as novas saias...
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Ateu, Graças a Deus
A tarde era ensolarada, quase no limite do que a minha pele branca poderia achar aprazível. A grama verde me chamava para rolar. Nenhum adulto por perto, a sensação de liberdade máxima que uma criança pode sentir. Eu corria como se não houvesse amanhã, aproveitando cada centímetro daquele espaço livre. Balançava os braços, soltava o corpo, me jogava no chão.
Sozinha, mas não solitária, na melhor companhia possível, a da minha imaginação. Nos devaneios, a possibilidade de voar, de mergulhar, de ser a super-heroína dos meus desejos, a poderosa Isis: "Ó Zéfir que comanda o ar, levante-me do chão para que eu possa voar". E voava, voava, voava.
Quanto tempo se passou, não sei dizer, nem quero precisar. O tempo cronológico não importa, para mim, era a quantidade perfeita de tempo.
- Menina, você está sozinha aí? Que loucura, você é muito pequena! Não pode ficar sozinha.
Não podia? Por quê? Nunca havia me sentido tão completa e protegida!
- Venha cá, por Deus! Que perigo! Graças a Deus você está bem.
Com Deus, eu não estava e nem queria estar. Deus não tinha o direito de estragar a minha alegria de estar só, Deus não poderia ficar com o mérito daquele momento mágico. E foi neste momento que ficou claro para mim: se eu não acreditar nele, ele não estará perto de mim quando eu quiser ficar só. Aos cinco anos eu rompi o laço com Deus e fiz meus votos comigo mesma.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Diário
Quase 1 ano sem escrever aqui. Quase 1 ano sem concentração para escrever.
O que tenho escrito neste tempo são cartas para minhas filhotas. Cartas em que conto a elas como estou me sentindo e como elas vão se desenvolvendo. Acho que elas gostarão de ler quando estiverem mais crescidas. Eu adoraria ler sobre minha infância.
Tenho guardado os meus diários dos 10 aos 16 anos. Escrevia todos os dias. Uma parte está em código e não lembro mais do código. As partes relacionadas aos garotos de quem eu gostava ou de sentimentos que tinha receio que alguém soubesse.
Não sei porque guardei estes diários por tantos anos. Devo ter folheado um ou outro algumas vezes nestes últimos anos. Me causam mais nostalgia e dor que risos.
Quero reler quando as minhas filhas estiverem nestas idades. Tenho a ideia de que entendendo melhor o que eu pensava nestas idades eu consiga compreende-las melhor. Ou pior. Vai saber...
Eu que escrevi diariamente por 6 anos, fiquei quase 1 ano sem voltar aqui. Não vou dizer que foi falta de tempo, não é verdade. Tive tempo para muitas bobagens na TV e no facebook. Vou voltar. Vou encontrar assuntos e voltar.
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Profiteroles
Houve uma época, em um passado que embora pareça muito, muito remoto, não é tão distante assim, que fui a um encontro com um amigo de uma amiga. Com o passar dos anos, a memória falha, mas alguns detalhes são realmente inesquecíveis.
As referências eram muito positivas: bem apessoado, um homem muito culto, apreciador da boa leitura. Na ocasião, o descritivo pareceu suficiente e como gosto não se discute, melhor não ouvir os detalhes e ir ver com os próprios olhos do que se tratava.
Saímos para jantar. Cautelosa, preferi ir de carro, porque nunca se sabe quanto rápido pode ser necessária a fuga.
Conversamos muito, principalmente sobre literatura, alguns pouquíssimos e irrelevantes gostos em comum, pelo que me lembro.
A certa altura, o moço soltou a pérola... ele lia todos os dias 10 páginas. Não havia exceção nem consideração se o livro era bom ou ruim. Eram 10 páginas por dia, estoicamente.
Isto dava a ele, segundo o próprio, uma grande segurança, pois ele sabia, assim que pegava o livro nas mãos, quantos dias demoraria para lê-lo.
Com minha transparência habitual, e formação na área de psicologia, não pude disfarçar meu choque diante de tamanha obsessão (para ser fina e não escancarar: aberração).
Quando achamos que estamos no fundo do poço, vem o tatu e cava mais um pouco, e o sujeito conseguiu piorar a situação. Pediu de sobremesa uma porção de profiteroles.
Perguntou ao garçon quantos profiteroles vinham na porção. O garçon respondeu que 5.
Ele começou um discurso para convencer o garçon que ele precisava de 6 profiteroles, pois estávamos em dois e precisávamos dividir. Eu logo disse que 2 profiteroles eram suficientes para mim (frase inédita e única na minha vida), mas não houve jeito, o moço não se deu por vencido enquanto não conseguiu negociar mais um profiterole.
E então, veio o gran finale... ao terminar a porção, ele chamou o garçon e tentou conseguir mais um chorinho de profiterole!
Para mim, o inglório jantar não poderia se prolongar nem por mais um segundo...e soltei:
"não posso mais ouvir você pechinchando profiteroles! por favor, se você quiser mais, peça mais uma porção, eu pago!"
Que alegria ter ido com meu próprio carro!
terça-feira, 22 de maio de 2012
Cobras e lagartos
Tenho fobia de cobras. Não é de hoje, é de sempre. E parece que, ao longo dos anos, tenho ficado cada vez com mais e mais medo destes répteis.
As cobras fazem parte dos meus pesadelos mais assustadores, aqueles em que acordo com o coração disparado.
Meu medo de cobras sempre foi um pouco incompatível com o meu grande amor pela natureza. Apesar de odiá-las, temê-las, sempre fui ao encontro delas. Chapada Diamantina, Chapada dos Veadeiros, Pantanal, Serra da Canastra, do Cipó, Amazônia, Ilha do Caju, Bonito. Os passeios pelas cachoeiras e trilhas, pela linda natureza deste país sempre estiveram permeados por um olhar temeroso, uma procura por aquilo que não se quer achar, e que eventualmente aparecia no caminho.
O melhor lugar do mundo é Fernando de Noronha, aquela natureza exorbitante e total ausência de cobras na ilha. O paraíso.
O pior lugar do mundo é a Ilha do Cardoso. Foram 2 cobras (uma viva e uma morta) em 2 dias de passeio. No terceiro dia, fiz as malas e fui embora. Não preciso ficar nem um segundo em um lugar destes.
Trabalho na Barra Funda. Não é exatamente um lugar conhecido pela exuberância da natureza ao redor. Trata-se de um prédio, parte de um condomínio de 4, cada um com 20 andares. No térreo tem um jardinzinho sem graça. No escritório tem alguns vasos de plantas. Todos os vasos foram trocados há alguns dias. Na minha sala tem uma espécie de mini palmeira. O jardineiro vem toda semana fazer a manutenção. Ontem eu estava na sala e quando me virei, tinha em cima da minha mesa um bicho. Um híbrido de barata com grilo. Se eu estivesse em uma pequena pousada em Alter do Chão, talvez esperasse por isto. A surpresa foi enorme, convertida em um pulo. Chamei alguém para me socorrer e tirar o bicho.
Na sequência veio a moça da limpeza e eis que ela me contou que no dia anterior, de uma das plantas novas saiu um filhote de cobra! Filhote de cobra! Em plena Barra Funda! 15 cm de terror, segundo o relato dela! E ela ainda quis me mostrar a foto que ela e os bombeiros tiraram do bicho e que é claro que eu não quis ver! Fiquei estarrecida!
Passei o dia apavorada, mesmo depois de saber que os bombeiros examinaram tudo, que a empresa de plantas novas desmontou os vasos. Não há lógica para lidar com o medo, com o pavor. Não posso ver cobra nem na televisão. Outro dia, tomei o maior susto folheando uma revista com uma foto de cobra. E a perspectiva de ter uma cobra no meu ambiente de trabalho estragou o meu dia. Não compartilhei com ninguém do trabalho. Não quero estragar o dia, o sossego de mais ninguém. Vou viver o terror sozinha.
A única vantagem de morar em uma cidade cinza, poluída e feia era a certeza de não deparar com cobras no caminho! Certeza que foi pelo ralo.
Estou pensando em comprar um gavião para andar a tiracolo.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Prudência e dinheiro no bolso
Um amigo estrangeiro, visitando o Brasil decidiu ir para Prudentópolis. Nem sabia que esta cidade existia, no estado do Paraná.
Pergunto: Prudência é uma virtude ou uma característica dos chatos?
A cidade da prudência deve ser um lugar muito entediante.
Por um lado, os moradores de Prudentópolis certamente não se envolvem em acidentes de trânsito, tampouco acidentes domésticos. Ninguém joga uma bituca de cigarro na rua, não dão uma olhadela para a mulher do próximo, não arriscam um centavo sequer na bolsa.
Imagino que neste lugar os moradores escolham tão bem as palavras que vão usar que cada conversa acontece com uma cadência lenta e arrastada.
A cidade é tão prudente que meu amigo deixou de ir após receber a informação que as cachoeiras (suposto atrativo do lugar) estavam secas em plena época de chuva.
Se prudência e dinheiro no bolso não fazem mal para ninguém, este pode ser um futuro lugar para eu ir tomar uma canja de galinha.
Pergunto: Prudência é uma virtude ou uma característica dos chatos?
A cidade da prudência deve ser um lugar muito entediante.
Por um lado, os moradores de Prudentópolis certamente não se envolvem em acidentes de trânsito, tampouco acidentes domésticos. Ninguém joga uma bituca de cigarro na rua, não dão uma olhadela para a mulher do próximo, não arriscam um centavo sequer na bolsa.
Imagino que neste lugar os moradores escolham tão bem as palavras que vão usar que cada conversa acontece com uma cadência lenta e arrastada.
A cidade é tão prudente que meu amigo deixou de ir após receber a informação que as cachoeiras (suposto atrativo do lugar) estavam secas em plena época de chuva.
Se prudência e dinheiro no bolso não fazem mal para ninguém, este pode ser um futuro lugar para eu ir tomar uma canja de galinha.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Doa a quem doer...

O limiar de dor é algo pessoal e intransferível. Quando o médico pergunta o quanto dói, numa escala de 1 a 10, trata-se de uma pergunta totalmente subjetiva. O meu 9 pode ser equivalente ao 2 de outra pessoa.
Quando comecei a ter contrações, na 39a semana de gravidez, ao chegar no hospital a enfermeira perguntou de 1 a 10 quanto estava doendo. Respondi 7. Ela ligou uma máquininha, doravante descrita como máquina do inferno e a maldita apontava que eram contrações fracas. Fracas para quem? Certamente a máquina nao sentia nada e a insensível da enfermeira menos ainda; nem empatia ela tinha! Foi com total desdém que ela me avisou que a dor era fraca e que eu deveria voltar para casa.
Não sei se existe um ranking para dor. Acho que sim. No top do ranking, as dores mais famosas seriam a dor do parto, a cólica renal e um belo chute no saco.
Imediatamente abaixo, creio que esteja a dor de dente.
Hoje vou falar da dor de ouvido. Existem dois tipos de dor de ouvido: Uma é a dor física, dói por infecção, por ter entrado água no ouvido, por pressão interna, sei lá, não sou médica e já faz muitos anos que senti esta dor pela última vez. Acho que parte do tratamento era pingar gotinhas de álcool no ouvido.
A outra dor, tenho sentido regularmente. Trata-se daquela dor forte que dá quando ouvimos uma besteira muito, muito grande. Erros de português gritantes, por exemplo.
Dói um pouco quando ouço: se você poder fazer. Dói muito mais quando ouço: se a senhora querer.
Dói um pouco quando ouço: fazem 2 anos ou para mim fazer. Dói muito mais quando ouço: três minuto; todos os amigo aqui reunidos.
Meu ouvido tem doído muito ultimamente. E gotinhas de álcool não são suficientes para aliviar a dor. Haja álcool.
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Hospital das bonecas

Quando eu era criança eu ganhava brinquedo três vezes por ano: no meu aniversário, no dia das crianças e no fim do ano. Eu me lembro muito bem que às vezes eu ganhava o presente e às vezes eu ia na loja escolher o brinquedo. Era uma grande satisfação.
Eu me lembro muito bem de um cachorrinho chamado Xodó que latia e pulava ao som de uma musiquinha: lá vem o Xodó, lalalala.
Um dia o Xodó, que ia comigo para todos os lugares, quebrou. Levamos o Xodó para o hospital de bonecas. Foi um pouco frustrante, eu esperava um hospital com leitos, soro, médicos, um lugar onde eu ficaria ao lado do meu Xodó enquanto ele convaleceria de sua enfermidade e não era nada disto. Tratava-se de um balcão que recebia os brinquedos quebrados e em troca a mãe ganhava um papel com um número para depois aprovar ou reprovar o orçamento. Apesar da decepção, o Hospital das Bonecas cumpriu sua função e o Xodó voltou são para casa, embora um pouquinho sequelado. Ele ainda latia, mas não dançava mais. Continuava sendo meu Xodó querido.
Ontem, após cerca de 30 anos, voltei ao Hospital das Bonecas. Fui deixar uma babá eletrônica para ser arrumada após ela ter sido torturada em uma tomada 220V. Desta vez, sob a ótica adulta eu fui menos exigente com o tal do Hospital. O balcão se mantém e a falta de leitos também, mas achei interessante que no canhoto que eles entregam não consta um número de serviço e sim um número de internação. Gostei que eles vendem roupas para bonecas, sapatinhos perdidos de candidatas a Cinderela do mundo dos brinquedos e mantém um silêncio hospitalar. Gostei também que eles tem uma noção de urgência. Babás eletrônicas devem ser colocadas na fila das emergências, pois me foi dito que demoraria 2 semanas somente par ter o orçamento e após um dia eu já tinha o orçamento em mãos.
O meu número de internação era 41.547 e isto me deixou um pouco surpresa com a quantidade de brinquedos quebrados que são levados até lá (ou será que este número é sequencial há mais de 30 anos?).
Foi uma viagem ao túnel do tempo ter voltado lá. E me deu muitas saudades do meu Xodó.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
Conversa alheia

Em algumas situações é muito divertido ouvir a conversa alheia. Eu sei que não é muito bonito, mas em público, até dá para fechar os olhos, virar o rosto, mas de vez em quando é inevitável ouvir algumas conversas.
Outro dia, ouvi uma mulher falando ao celular:
"Preciso saber se o enrolado vai para a ilha. Preciso dele e do Dorival que é mais rápido que o Baiano".
Claro que por ser uma conversa ao celular não pude ouvir o que respondia a pessoa do outro lado, mas fiquei pensando: quanto lento deve ser o tal do Baiano para que um sujeito com o apelido de Enrolado seja mais rápido que ele?
O que será que esta mulher quer com o Enrolado na ilha?
Isto é jeito de falar do Baiano? Não me parece politicamente correto!
Acho que a mulher percebeu que eu estava ouvindo tudo e fazendo minhas conjecturas, porque ela levantou-se e foi falar em outro lugar. Que pena, nem deu tempo de saber que ilha era. Ilha Bela, Ilha de Caras, Ilha de edição?
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Barriga não me dá saudades. Paris sim!
Cheguei a conclusão que gravidez é como uma viagem de avião. Você entra no avião e não sabe como é o lugar onde você vai chegar. Você lê muito sobre o assunto, nos guias de viagem e todos a sua volta dizem que você vai adorar para onde está indo. Você acredita, porém tem ressalvas. Será que eu vou gostar?
Durante o trajeto, você fica o tempo todo com uma miscelânea de emoções: ansiedade, felicidade, realização, medo, desconforto físico. Não sabe direito onde colocar a perna, fica sem posição para dormir. A comida fica meio intragável e não é à toa que em ambas as situações é fundamental ter um saquinho de vômito muito facilmente posicionado.
Durante toda a viagem você tenta se distrair, ler, ver filmes, conversar, mas sempre tem uma tensão no ar, um risco de turbulência.
E após todos este calvário ainda tem a fila da imigração, a espera pela bagagem, contudo após cumprir todas estas etapas e passar por este desconforto: tchan tchan... você chega em Paris!
E descobre que quem passou por isto antes de você tinha toda razão: é maravilhoso! Você passeia descobrindo novas paisagens, as refeições voltam a ser prazerosas, você se depara com novos aromas e seus olhos não se cansam de tanta beleza.
Da mesma forma que passear por Paris, em alguns momentos você sente um cansaço que beira a exaustão, dor nas pernas de tanto andar, mas é aquela exaustão feliz que você sabe que o dia seguinte vai ser lindo de novo!
Ouvi de diversas mulheres que após o parto elas ficaram com saudades da barriga. Definitivamente não é o meu caso. Que contentamento que é voltar a dormir de bruços, não ter soluços, conseguir colocar a meia sem precisar sentar na cama, vestir as calças em pé.
Liberdade é pisar em terra firme, chegar em Paris e não ter barriga!
Durante o trajeto, você fica o tempo todo com uma miscelânea de emoções: ansiedade, felicidade, realização, medo, desconforto físico. Não sabe direito onde colocar a perna, fica sem posição para dormir. A comida fica meio intragável e não é à toa que em ambas as situações é fundamental ter um saquinho de vômito muito facilmente posicionado.
Durante toda a viagem você tenta se distrair, ler, ver filmes, conversar, mas sempre tem uma tensão no ar, um risco de turbulência.
E após todos este calvário ainda tem a fila da imigração, a espera pela bagagem, contudo após cumprir todas estas etapas e passar por este desconforto: tchan tchan... você chega em Paris!
E descobre que quem passou por isto antes de você tinha toda razão: é maravilhoso! Você passeia descobrindo novas paisagens, as refeições voltam a ser prazerosas, você se depara com novos aromas e seus olhos não se cansam de tanta beleza.
Da mesma forma que passear por Paris, em alguns momentos você sente um cansaço que beira a exaustão, dor nas pernas de tanto andar, mas é aquela exaustão feliz que você sabe que o dia seguinte vai ser lindo de novo!
Ouvi de diversas mulheres que após o parto elas ficaram com saudades da barriga. Definitivamente não é o meu caso. Que contentamento que é voltar a dormir de bruços, não ter soluços, conseguir colocar a meia sem precisar sentar na cama, vestir as calças em pé.
Liberdade é pisar em terra firme, chegar em Paris e não ter barriga!
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
You and I will be as free as the birds up in the trees
http://letras.terra.com.br/caetano-veloso/286164/
I'm so young and you're so old
This, my darling, I've been told
I don't care just what they say
'Cause forever I will pray
You and I will be as free
As the birds up in the trees
Oh, please stay by me, Diana
Thrills I get when you hold me close
Oh, my darling, you're the most
I love you but do you love me
Oh, Diana, can't you see
I love you with all my heart
And I hope we will never part
Oh, please stay with me, Diana
Oh, my darlin', oh, my lover
Tell me that there is no other
I love you with my heart
Oh-oh, oh-oh, oh-oh
Only you can take my heart
Only you can tear it apart
When you hold me in your loving arms
I can feel you giving all your charms
Hold me, darling, hold me tight
Squeeze me baby with all your might
Oh, please stay by me,
Baby I love You, Diana
Baby I love You, Diana
I'm so young and you're so old
This, my darling, I've been told
I don't care just what they say
'Cause forever I will pray
You and I will be as free
As the birds up in the trees
Oh, please stay by me, Diana
Thrills I get when you hold me close
Oh, my darling, you're the most
I love you but do you love me
Oh, Diana, can't you see
I love you with all my heart
And I hope we will never part
Oh, please stay with me, Diana
Oh, my darlin', oh, my lover
Tell me that there is no other
I love you with my heart
Oh-oh, oh-oh, oh-oh
Only you can take my heart
Only you can tear it apart
When you hold me in your loving arms
I can feel you giving all your charms
Hold me, darling, hold me tight
Squeeze me baby with all your might
Oh, please stay by me,
Baby I love You, Diana
Baby I love You, Diana
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Reveillon fora de época
Adeus ano velho, feliz ano novo... que tudo se realize, no ano que vai nascer...
Há meses que ouço que a minha vida vai mudar completamente. E acredito que vai mesmo, mas confesso que não consigo ainda imaginar o que vai acontecer de fato.
Acho que apesar do preparo que a natureza nos dá, durante 9 meses, a ficha só cai mesmo na hora concreta em que estamos com o bebê nas mãos, o que vai acontecer daqui a algumas semanas. Até lá, é como se fosse um pré-reveillon. Fazemos promessas, imaginamos situações, tentamos prever como nos comportaremos, achamos que controlamos uma boa parte das variáveis...
Imagino que vou dar risada de tudo o que imaginei até agora...
Em algum lugar está escrito que a gente faz planos e Deus ri.
Que venha este ano novo, com tanta coisa nova que virá acompanhando.
Para esta viagem, eu não tenho guia Lonely planet, nem mochila preparada, nem passagem de volta...só tenho um monte de palpites e dicas vindas de todos os lados e como toda viagem, a minha experiência será só minha.
Há meses que ouço que a minha vida vai mudar completamente. E acredito que vai mesmo, mas confesso que não consigo ainda imaginar o que vai acontecer de fato.
Acho que apesar do preparo que a natureza nos dá, durante 9 meses, a ficha só cai mesmo na hora concreta em que estamos com o bebê nas mãos, o que vai acontecer daqui a algumas semanas. Até lá, é como se fosse um pré-reveillon. Fazemos promessas, imaginamos situações, tentamos prever como nos comportaremos, achamos que controlamos uma boa parte das variáveis...
Imagino que vou dar risada de tudo o que imaginei até agora...
Em algum lugar está escrito que a gente faz planos e Deus ri.
Que venha este ano novo, com tanta coisa nova que virá acompanhando.
Para esta viagem, eu não tenho guia Lonely planet, nem mochila preparada, nem passagem de volta...só tenho um monte de palpites e dicas vindas de todos os lados e como toda viagem, a minha experiência será só minha.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Agarre bem para não se magoar
A frase foi dita na minha língua nativa: português.
O contexto? Bom, uma frase desta poderia estar inserida em qualquer contexto. Poderia ser um conselho de mãe, de amiga, do homem amado, mas surpreendentemente, veio de uma comissária de bordo!
Volto a repetir: a frase foi dita na minha língua nativa, mas parece que o português de Portugal é uma outra língua!
No avião, em um momento de turbulência que já durava muitos e muitos momentos, precisei ir ao banheiro (ou casa de banhos, como dizem os lusitanos). E eis que veio este conselho da comissária de bordo. E então, descobri que magoar-se em Portugal, significa machucar-se, inclusive ou unicamente, não sei, fisicamente.
Pensei... (em português do Brasil) - Será que alguma vez que eu me machuquei eu não me magoeei? Me lembrei de um tombo que eu tomei em um supermercado há alguns anos. Magoou até a alma - de vergonha.
O contrário é óbvio: todas as vezes que eu me magooei fiquei de alguma forma machucada fisicamente também.
Na dúvida, me agarrei o máximo que pude. E saí ilesa da turbulência...
O contexto? Bom, uma frase desta poderia estar inserida em qualquer contexto. Poderia ser um conselho de mãe, de amiga, do homem amado, mas surpreendentemente, veio de uma comissária de bordo!
Volto a repetir: a frase foi dita na minha língua nativa, mas parece que o português de Portugal é uma outra língua!
No avião, em um momento de turbulência que já durava muitos e muitos momentos, precisei ir ao banheiro (ou casa de banhos, como dizem os lusitanos). E eis que veio este conselho da comissária de bordo. E então, descobri que magoar-se em Portugal, significa machucar-se, inclusive ou unicamente, não sei, fisicamente.
Pensei... (em português do Brasil) - Será que alguma vez que eu me machuquei eu não me magoeei? Me lembrei de um tombo que eu tomei em um supermercado há alguns anos. Magoou até a alma - de vergonha.
O contrário é óbvio: todas as vezes que eu me magooei fiquei de alguma forma machucada fisicamente também.
Na dúvida, me agarrei o máximo que pude. E saí ilesa da turbulência...
sexta-feira, 3 de junho de 2011
A parte pelo todo
Este calção está todos os dias pendurado no varal da casa do meu vizinho.
Vou repetir: Todos os dias. Dias de sol, dias de chuva. Impreterivelmente.
Não existe piscina na casa dele.
O que existe, é uma vizinha curiosa que não consegue imaginar o motivo do calção estar lá todos os dias.
Alguns dias o cara pendura dois calções. Um igualzinho ao outro.
Olhando pela minha janela, não consigo identificar bem, será que é uma cueca. Cueca preta?
Uma vez ouvi uma história de um amigo que morava em uma república com mais uns 6 homens. Para que não houvesse uma mistura nas cuecas, decidiram que cada um teria uma cor específica para todas as suas cuecas. O tal do meu amigo foi sorteado com a cor vermelha. Só podia comprar cuecas vermelhas. Nem quero imaginar a vergonha que ele deveria passar quando passava a noite pela primeira vez com uma garota. Deve ser por isto que ele se casou muito cedo. Para não precisar mais usar somente cuecas vermelhas.
A casa do meu vizinho não é uma república. Ou é: a República da cueca preta.
Dentre as dúvidas que tenho, eu penso: por que será que a cueca está sempre no varal? Deve ser de um tecido de secagem muito, muito lenta.
E por que nenhuma outra roupa nunca apareceu neste mesmo varal? Será superstição?
O tal do calção é a única informação que eu tenho sobre este vizinho. Para mim, ele se resume ao homem do calção preto na janela.
Se eu encontrá-lo na rua, não haverá a menos chance de reconhecê-lo. A não ser que esteja vestindo unica e somente, a tal da cueca preta.
domingo, 10 de abril de 2011
Todos os caminhos levam a Roma
Em dezembro de 96, inverno, tive um desencontro com Roma.
Parte de uma viagem maravilhosa, aquela em que encontrei um par de asas no bolso e aprendi a voar, Roma foi uma decepção. Fui ludibriada, passei mal fisica e emocionalmente lá. Na Fontana de Trevi não joguei uma moedinha, porque não tinha vontade de voltar para esta cidade. Magoada e triste, encurtei a estada de 4 para 2 dias. Que bom que sobraram mais dias para Barcelona que soube me acolher de forma inesquecível. Que bom, também, que outra pessoa jogou uma moedinha, desejando que eu voltasse para Roma em outra ocasião.
A outra ocasião aconteceu, exatos 10 anos depois, no verão de 2006. Neste período de 10 anos, acredito que as mudanças em mim foram mais visíveis que as mudanças da eterna Roma.
Novamente fui ludibriada, mas desta vez de forma menos impactante e que não atrapalhou o lindo encontro que tive com Roma. Fiz as pazes com a cidade. Me deliciei passeando sozinha pela cidade, rindo dos romanos, e pude, com muito gosto jogar mais de uma moedinha na Fontana de Trevi, agradecendo por ter uma nova chance com a cidade e pedindo que quem desejou por mim, também pudesse ter novas vindas a Roma.
E agora, 5 anos depois, me preparo para ir novamente para Roma. Mais uma vez, imagino que Roma não deve ter mudado quase nada, mas eu... que 5 anos intensos, de tristezas profundas, de alegrias imensas, de muito auto-conhecimento. O que será que Roma reserva a mim desta vez?
Parte de uma viagem maravilhosa, aquela em que encontrei um par de asas no bolso e aprendi a voar, Roma foi uma decepção. Fui ludibriada, passei mal fisica e emocionalmente lá. Na Fontana de Trevi não joguei uma moedinha, porque não tinha vontade de voltar para esta cidade. Magoada e triste, encurtei a estada de 4 para 2 dias. Que bom que sobraram mais dias para Barcelona que soube me acolher de forma inesquecível. Que bom, também, que outra pessoa jogou uma moedinha, desejando que eu voltasse para Roma em outra ocasião.
A outra ocasião aconteceu, exatos 10 anos depois, no verão de 2006. Neste período de 10 anos, acredito que as mudanças em mim foram mais visíveis que as mudanças da eterna Roma.
Novamente fui ludibriada, mas desta vez de forma menos impactante e que não atrapalhou o lindo encontro que tive com Roma. Fiz as pazes com a cidade. Me deliciei passeando sozinha pela cidade, rindo dos romanos, e pude, com muito gosto jogar mais de uma moedinha na Fontana de Trevi, agradecendo por ter uma nova chance com a cidade e pedindo que quem desejou por mim, também pudesse ter novas vindas a Roma.
E agora, 5 anos depois, me preparo para ir novamente para Roma. Mais uma vez, imagino que Roma não deve ter mudado quase nada, mas eu... que 5 anos intensos, de tristezas profundas, de alegrias imensas, de muito auto-conhecimento. O que será que Roma reserva a mim desta vez?
quarta-feira, 23 de março de 2011
tempo, tempo, tempo, tempo
Em uma conversa com amigos há alguns dias, derivamos para uma constatação óbvia: o tempo é cruel, sob o ponto de vista da estética, mas é bem mais cruel com as mulheres que foram muito desejadas na adolescência e início da juventude.
O pivô da conversa, foi o encontro de um dos participantes da conversa, encontro muito causual, diga-se de passagem, com uma tal de "musa das partes traseiras".
O descrito encontro, testemunhado por mim, ocorreu no supermercado, as 8 da noite de um sábado. Eis que aquela que um dia teve reputação universitária pautada nas curvas de sua geografia, vinte anos depois passaria totalmente desapercebida na fila do caixa, não fosse seu histórico de glória, nem um comentário mereceria.
Foi díficil entender como aquela mediocridade, em uma calça justa, verde, um rosto cansado, de quem tem tido poucos prazeres na vida pode ter sido um dia tão encantadora.
20 anos. O que será que houve nestes 20 anos com esta mulher? Que acontecimentos será que marcaram as linhas de seu rosto de forma tão profunda e definitiva?
E a vaidade? Por o que será que foi substituída? Nada de maquiagem, uma roupa de ficar em casa. Talvez a certeza de não encontrar ninguém? Ledo engano. Encontrou. Um ex colega de faculdade. Talvez um que tenha se orgulhado de ter saído com ela há 20 anos, talvez um que tenha tentado e se frustado com um fora dela.
20 anos. Não voltam mais...
O pivô da conversa, foi o encontro de um dos participantes da conversa, encontro muito causual, diga-se de passagem, com uma tal de "musa das partes traseiras".
O descrito encontro, testemunhado por mim, ocorreu no supermercado, as 8 da noite de um sábado. Eis que aquela que um dia teve reputação universitária pautada nas curvas de sua geografia, vinte anos depois passaria totalmente desapercebida na fila do caixa, não fosse seu histórico de glória, nem um comentário mereceria.
Foi díficil entender como aquela mediocridade, em uma calça justa, verde, um rosto cansado, de quem tem tido poucos prazeres na vida pode ter sido um dia tão encantadora.
20 anos. O que será que houve nestes 20 anos com esta mulher? Que acontecimentos será que marcaram as linhas de seu rosto de forma tão profunda e definitiva?
E a vaidade? Por o que será que foi substituída? Nada de maquiagem, uma roupa de ficar em casa. Talvez a certeza de não encontrar ninguém? Ledo engano. Encontrou. Um ex colega de faculdade. Talvez um que tenha se orgulhado de ter saído com ela há 20 anos, talvez um que tenha tentado e se frustado com um fora dela.
20 anos. Não voltam mais...
Assinar:
Postagens (Atom)
