Entre amigas, em conversas intimamente femininas, recentemente falávamos do que era imprescindivel em um homem para nos deixar atraídas ou o que era fator altamente limitante para o mesmo fim.
É claro que uma série de lugares comuns surgiram: química, beleza, estilo troncudinho ou não, pêlos (tê-los ou não tê-los), senso de humor, etc. Porém, reconheço que alguns quesitos deveras interessantes me surpreenderam.
O que dizer de uma mulher que, segundo sua amiga, deve ter sido uma compradora de escravos no passado, pois escolhe seus amantes através da qualidade dos dentes!
Imagino que além da questão estética e higienica, alguns grandes ganhos secundários devem estar atrelados: deve ser bem mais difícil ter o sutiã aberto por uma boca banguela, por exemplo.
Além disto, os bons dentes podem ser de grande ajuda para o reconhecimento da arcada dentária no IML, quando a mulher tem certeza que o único motivo possível para ele nunca mais ter ligado, seja o fato de que morreu como indigente.
Outra amiga tem como ponto máximo de interesse, homens de comunicação e arte.
Claro, afinal, somente moços com mentes muito abertas poderiam entender suas roupas inspiradas no grande estilista de todos os tempos: Ziraldo.
Sim, porque o estilo menino maluquinho, exemplificado com meias vermelhas, macacão laranja, blusa verde e cachecol azul, no calor, não são exatamente uma unanimidade de sensualidade. Talvez um bom daltônico também funcionasse!
Uma grande amiga involuntariamente gosta do estilo Cigarra e Formiga. Você trabalha, fica com toda a responsabilidade do mundo nas costas, é pragmática para resolver os problemas, preocupa-se com dinheiro, enquando ele se diverte, aproveita o verão, o outono, o inverno e a primavera, canta e encanta.
E ele ainda diz que o seu problema é que você é devota do deus trabalho.
A mais emblemática, no entanto, foi uma grande amiga, criteriosa em suas decisões que não pode levar um relacionamento adiante quando descobriu que o mocinho só tinha estudado até a oitava série, ensino fundamental, ou ginásio, dependendo do seu ano de nascimento.
Para a surpresa dela, ele até sabia o que era uma bactéria, então pensei: o que aprendemos no colegial de tão importante que possa ser fundamental em um relacionamento?
E a resposta veio como uma revelação: os logaritimos!
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
domingo, 4 de janeiro de 2009
Onda de rio vale mais que onda de mar
Rio Tapajós.
Os sete pedidos de reveillon, pulados no rio foram eficientes. O desejo de um ano muito divertido já está sendo atendiddo!
10 dias em Alter do chão.
4 livros: Por um fio, Andorinhas de Cabul, Seda, Crime ABC.
Placar geral do Rumikubi: cricri 12 - tempressanão 7.
Pôr do sol maravilhosos: 2
Pôr do sol bonitos: 7
Perguntas: aqui tem arraia? - 634
Gatinhos: o suficiente...
Olaf: 1 - mais que o suficiente
Ervas: 1 - será que morreu afogado?
Grilos: 1 bilhão
Grilos na mala, que chegaram vivos até são paulo: 1
roupa molhada: todas
cobras: 3 - 1 morta, 1 viva (surucucu), 1 que conforme a lenda, ficou pendurada nas costas de um italiano na semana anterior - lendas do rio Tapajós...
Membros do clube dos mentirosos: pra lá de uma dúzia
dias de sol: 8
índice geral: nota 10, com louvor!!!
alguns momentos inesquecíveis:
Homem da pousada, vai ao meu quarto, a meu pedido, tirar 2 baratas de lá, no dia 1. Calmamente, segura as duas baratas, uma em cada mão, e continua falando, como se estivesse segurando flores. Olha moça, o café da manhã, é até as 9:30., bla, bla, bla. E nós lá, horrorizadas, olhando fixamente para as baratas na mão do cara.
Hippies vinham vender sua arte, sempre com o mesmo discurso, e a mesma arte:
- Oi, pode crer, a gente esta aqui (era sempre só um, mas referia-se a si mesmo como a gente), para vender nossa arte (biju feias, sem graça). A gente mesmo que faz, com barbatana de arraia (?), etc, etc. A gente vive assim, nada de agradar ao deus trabalho, só na erva, na alegria...
Minha resposta: pô, pode crer, mas tô numa onda de não consumismo...
A vingança deles, foi na minha tatuagem de henna, que era para ser um floral, delicado, e ficou parecendo uma lagartixa! Já saiu.
Fui para uma cidade muito sossegada, e lá ficamos por 10 dias, nada de fazer mala, nada de carregar nada, somente arrastar as havaianas de lá para cá, curtir o rio, vez em quando um passeio, mas o morro que era subida, não deu tempo... pode crer! Deus subida não rolou desta vez.
No entanto, um grande azar: a cidade resolveu celebrar a semana da santa nossa senhora da saúde. Todo dia, na praça central, tinha orações a jesus e o bingo de jesus. O prêmio do bingo era um porco, vivo!
Alguns outros prêmios eram sempre oferecidos por algum grande devoto, várias vezes, era o dono da sapataria: passo firme.
Logo conto mais...
domingo, 21 de dezembro de 2008
Olha a cabeleira do Zezé...

Será que ele é? Será que ele é?
Outro dia fui na festa do amigo do meu vizinho. Com o meu vizinho, é claro! Aqueeeele, que conheci na reunião de condomínio.
E tempos depois, fui na festa do vizinho do meu amigo. Open house, de um escritor suiço que passa uma parte do tempo no Brasil, e outra parte na Suiça. Pelo descritivo, contexto completo, suspeitei que fosse gay. Meu amigo garantiu que não era. Homem com H.
Chegamos lá... Estava eu, uma outra mulher, e um monte de gays. Um deles contando que tinha experimentado o ofuro do prédio com o dono da casa.
Mesmo assim, meu amigo queria me convencer que o cara não era gay, apenas europeu e mais moderno e menos preconceituoso que a média dos homens brasileiros.
Não me convenceu nem um pinguinho.
Semana passada, após longo e tenebroso inverno, o tal do vizinho voltou da Suiça, com um amigo bonitão. Para irem ao show da Madonna!
No comments.
Fiquei com uma dúvida: homens heteros têm amigos gays?
domingo, 14 de dezembro de 2008
Torrada e moída
Sete pessoas em uma casa de praia.
Amigos de 20 anos e agregados que já são de casa.
Churrasco do bom, acompanhado de um arroz didático, salada e vinagrete.
Baralho, risada, praia, chocolate e goiabada.
Em 2 dias - dos sete, três caíram. Literalmente.
Dois caíram da cadeira, em um intervalo de meia hora. Tão desajeitadamente que nem deu vontade de rir. Não se machucaram. Uma era a amiga que vai entrar para a minha vida, como a pessoa que me ensinou a fazer um doce maravilhoso de marzipa.
Um escorregou no tapete da sala, e despencou, tentando equilibrar-se na parede. Talvez se a camiseta tivesse menos de 17 anos, teria dado maior estabilidade.
Eu não caí. Não que eu ande lá muito equilibrada, mas consegui me manter sentada ou de pé, ou caminhando sem tropeços. No entanto, acho que desenvolvi um excesso de empatia. Não caí, mas comecei a sentir uma dor muito estranha.
A dor foi piorando, piorando, e como vou para mais um fim de mundo daqui a alguns dias, achei melhor ir ver o que é logo. Era um problema na escápula. Um osso das costas, com uma musculatura machucada.
Eu nem sabia que tinha uma escápula!
Moída.
E torrada. Algo de estranho aconteceu. Esqueci de passar protetor solar nas pernas e fui caminhar na praia.
Como diria meu amigo, nosso grupo de sete, eu a mais branca, mas todos em tons degrades não muito superiores, parecíamos chegados de Kiev.
Agora estou completamente torrada nas pernas, frente e costas. A dobra do joelho (axila do joelho?) estará 100% do tempo em evidência na minha vida nos próximos dias.
Espero que minha escápula recupere-se logo. Tá dificil de deitar, de abaixar, e mais triste, de rir.
Pelo menos já estou tomando relaxante muscular e anti inflamatório, e em 2 dias a dor deve passar.
Poderia ser bem pior, poderia estar com dor de excrápula!
Amigos de 20 anos e agregados que já são de casa.
Churrasco do bom, acompanhado de um arroz didático, salada e vinagrete.
Baralho, risada, praia, chocolate e goiabada.
Em 2 dias - dos sete, três caíram. Literalmente.
Dois caíram da cadeira, em um intervalo de meia hora. Tão desajeitadamente que nem deu vontade de rir. Não se machucaram. Uma era a amiga que vai entrar para a minha vida, como a pessoa que me ensinou a fazer um doce maravilhoso de marzipa.
Um escorregou no tapete da sala, e despencou, tentando equilibrar-se na parede. Talvez se a camiseta tivesse menos de 17 anos, teria dado maior estabilidade.
Eu não caí. Não que eu ande lá muito equilibrada, mas consegui me manter sentada ou de pé, ou caminhando sem tropeços. No entanto, acho que desenvolvi um excesso de empatia. Não caí, mas comecei a sentir uma dor muito estranha.
A dor foi piorando, piorando, e como vou para mais um fim de mundo daqui a alguns dias, achei melhor ir ver o que é logo. Era um problema na escápula. Um osso das costas, com uma musculatura machucada.
Eu nem sabia que tinha uma escápula!
Moída.
E torrada. Algo de estranho aconteceu. Esqueci de passar protetor solar nas pernas e fui caminhar na praia.
Como diria meu amigo, nosso grupo de sete, eu a mais branca, mas todos em tons degrades não muito superiores, parecíamos chegados de Kiev.
Agora estou completamente torrada nas pernas, frente e costas. A dobra do joelho (axila do joelho?) estará 100% do tempo em evidência na minha vida nos próximos dias.
Espero que minha escápula recupere-se logo. Tá dificil de deitar, de abaixar, e mais triste, de rir.
Pelo menos já estou tomando relaxante muscular e anti inflamatório, e em 2 dias a dor deve passar.
Poderia ser bem pior, poderia estar com dor de excrápula!
domingo, 7 de dezembro de 2008
Imã de geladeira
Outro dia um pensamento levou ao outro, e pensei nas geladeiras das casas dos meus amigos. Algumas delas, têm imãs que desnudam suas personalidades por completo. Outras são tão frias, quanto as geladeiras.A geladeira da minha casa diz muito pouco sobre mim. Tem imãs de alguns lugares do mundo por onde passei, e mostra o quanto eu sou prática. Tem os telefones de alguns serviços básicos, delivery, emergências, unibes. Tem também algumas lembrancinhas de maternidade de algumas amigas que tiveram bebês recentemente.
Na Itália, fui comprar um imã de geladeira, e para minha surpresa, haviam vários com frases do Mussolini. A mais interessante, a meu ver, foi uma cuja tradução é:
"Quanto mais inimigos, maior a honra"
Achei tamanha bobagem, que não resisti e comprei.
Não sei qual o tamanho da minha honra, seguindo este quesito. Tem muita gente que eu não gosto, tem muita gente que eu não admiro, tem algumas pessoas de quem eu tenho um pouco de mágoa e outras de quem eu tenho muita, muita mágoa... mas... inimigos? Não sei dizer se tenho inimigos.
No fim das contas, a frase não era um imã de geladeira, era uma pequena placa e eu dei para uma grande amiga, com quem tenho um trato de pequenos trotes de viagem. É um pouco maior que os dedais que tenho colecionado que ela me trouxe das suas últimas viagens.
Talvez a frase tenha algum outro sentido. Talvez honra esteja ligado a posicionar-se diante de algumas opiniões, o que pode gerar inimigos.
Talvez, e mais provável, a frase seja somente mais um reflexo da idiotice de um fascista!
E voltando a geladeira, a minha anda bem vazia, o que reflete não tanto a minha personalidade, mas sim, a atual condição da minha barriga.
Supermercado já!
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Fungos
Após 10 dias na Tailândia, inverno, calor de 36 graus durante o dia e 28 graus à noite, praia o dia inteiro, umidade, tive um probleminha de saúde, coceira e febre.
Liguei para minha dermatologista e irmã, desrespeitando a boa educação do fuso de 11 horas...
- Socorro, o que eu faço?
- Compre uma pomada com este principio ativo
(e me passou o nome da substância, que seria conhecida até na Tailândia).
Lá fui eu, para a farmácia mais próxima, em Chiang Mai, norte do país, com a febre aumentando, uma sensação de mau estar.
Entrei na farmácia.
A tiazinha, uma senhora por volta de 70 anos, quando viu que eu me aproximava do balcão, já me olhou com aquela cara de "nós não vamos falar a mesma língua, e agora?"
Pensei: tenho duas alternativas:
- começo a me coçar sem parar, até ela entender do que se trata
ou
- mostro o papel com o nome da substância
Optei pela segunda alternativa.
Mostrei o papel, e ela, não segurou seu contentamento, por ter entendido o que eu precisava, por poder ajudar, abriu um largo sorriso, e para meu costrangimento, sonoramente gritou, para que até o povo do Laos, do outro lado da fronteira, escutasse e compartilhasse da genuína alegria dela e do meu mico:
- YOU HAVE FUNGOS!!!
Liguei para minha dermatologista e irmã, desrespeitando a boa educação do fuso de 11 horas...
- Socorro, o que eu faço?
- Compre uma pomada com este principio ativo
(e me passou o nome da substância, que seria conhecida até na Tailândia).
Lá fui eu, para a farmácia mais próxima, em Chiang Mai, norte do país, com a febre aumentando, uma sensação de mau estar.
Entrei na farmácia.
A tiazinha, uma senhora por volta de 70 anos, quando viu que eu me aproximava do balcão, já me olhou com aquela cara de "nós não vamos falar a mesma língua, e agora?"
Pensei: tenho duas alternativas:
- começo a me coçar sem parar, até ela entender do que se trata
ou
- mostro o papel com o nome da substância
Optei pela segunda alternativa.
Mostrei o papel, e ela, não segurou seu contentamento, por ter entendido o que eu precisava, por poder ajudar, abriu um largo sorriso, e para meu costrangimento, sonoramente gritou, para que até o povo do Laos, do outro lado da fronteira, escutasse e compartilhasse da genuína alegria dela e do meu mico:
- YOU HAVE FUNGOS!!!
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