Parece que a tecnologia rebelou-se contra mim.
Esta semana quebrou meu telefone sem fio. Não trata-se de um celular, e sim de um telefone sem fio mesmo. O defeito era tão ridiculo que deu vergonha de levar na assistencia tecnica. A tecla 7 não funcionava. Parece até meio cabalistico, não?
Pois e, não podia ligar para nenhum número que tivesse a tecla 7. Claro que descobri que 98% das pessoas para quem ligo, tem este número nos seus telefones.
Já passaram as 48 horas que teoricamente demoraria para receber o orçamento do conserto.
Aposto que o valor será múltiplo de 7.
Ainda na mesma semana, este computador, por onde digito agora na maior felicidade, e que tem apenas 3 meses sob minha jurisdição, quebrou feio. Nada acontecia, apenas uma mensagem tão assustadora quanto o Robot do fim de Lost, dizendo que o hardware tinha que ser formatado. Sim, isto significa perder tudo o que nele tinha. Passei o fim de semana apavorada e lamentando não ter back up de absolutamente tudo!
A assistência técnica da HP foi um desastre. Uma hora ao telefone, e não adiantou nada.
O rapaz da informática onde trabalho, resolveu o problema em 15 minutos, sem perder nenhum dado meu. Nem o IR foi danificado, o que significa que felizmente não vou ter que refazer, e infelizmente não aconteceu o milagre da restituição.
O ferro de passar roupa também está com defeito. Segundo quem o usa, ele está grudando na roupa. Já sei de uma roupa destruída e temo por saber do restante.
Needless to mention que meu dvd não funcionou no domingo chuvoso com gripe. Incrível. Eu tinha 8 episódios de lost para assistir, mas o dvd que meu amigo gravou não era compatível com meu dvd.
Meus anseios alternaram-se entre: vontade de chorar, vontade de quebrar todos os eletrodomesticos da casa, vontade de acender uma vela e voltar a um tempo mais descomplicado, vontade de assaltar a fast shop e comprar tudo novo, vontade de ler um livro e dormir. A última vontade, em conjunto com o bom senso, prevaleceu.
Agradeço a sto expedito e ao rapaz de IT por ter salvo este computador e seu conteúdo tão precioso para mim.
segunda-feira, 30 de março de 2009
sábado, 14 de março de 2009
A volta a meio mundo em 20 dias
Estou em Zurich.
Descobri que o frio na barriga de passar por fronteiras mantem-se, mesmo apos tantas viagens.
Com toda minha quilometragem atual, chego na imigracao e o guarda, me pergunta se falo ingles ou alemao. Fiquei confusa na hora, e respondi: Ya, I mean, english!
Ele me pergunta se eu vim a trabalho ou a turismo e de novo, demoro a responder.
Vim a trabalho, mas meu espirito veio a turismo.
Ate acho ruim ter que usar espaco na mala para sapatos que so vou usar em reunioes, e alguns materiais que trouxe!
Conformo-me. Se nao fosse a trabalho, nao estaria aqui.
Meu hotel fica a menos de 100m da fabrica da Lindt. Ja tirei uma foto. Hoje e sabado, a fabrica esta fechada para visitas. Compensei as 12 horas sentada no aviao, com 3 horas initerruptas de passeio, enquanto nao escurecia. E uma cidade bonita, onde se ouve muitos idiomas, e como ja era de se esperar, tem mais bancos que Moscow. Incrivel: Moscow, aquela cidade que um dia em um passado remoto ja foi comunista, parecia ser o lugar com mais bancos no mundo! Quase todos na Paradeplatz, um dos centros financeiros do mundo, que de acordo com o guia, no passado era um pig market! (Acho que continua sendo...)
Ja comecei o regime de engorda. Impossivel nao comecar. Muitos queijos, chocolates e ate bala pez.
Amanha cedo vou para Gruyere. Pretendo cair em um caldeirao de foundae.
TempressanObelix
obs: estava no transito terrivel para chegar ao aeroporto e digo ao taxista:
- moco, por favor, va o mais rapido que puder
ele responde: nao se preocupe, tambem estou com pressa, preciso ir no banheiro o quanto antes!
e eu pensei: pronto, so me faltava esta, agora o homem vai ter um piriri aqui!
Descobri que o frio na barriga de passar por fronteiras mantem-se, mesmo apos tantas viagens.
Com toda minha quilometragem atual, chego na imigracao e o guarda, me pergunta se falo ingles ou alemao. Fiquei confusa na hora, e respondi: Ya, I mean, english!
Ele me pergunta se eu vim a trabalho ou a turismo e de novo, demoro a responder.
Vim a trabalho, mas meu espirito veio a turismo.
Ate acho ruim ter que usar espaco na mala para sapatos que so vou usar em reunioes, e alguns materiais que trouxe!
Conformo-me. Se nao fosse a trabalho, nao estaria aqui.
Meu hotel fica a menos de 100m da fabrica da Lindt. Ja tirei uma foto. Hoje e sabado, a fabrica esta fechada para visitas. Compensei as 12 horas sentada no aviao, com 3 horas initerruptas de passeio, enquanto nao escurecia. E uma cidade bonita, onde se ouve muitos idiomas, e como ja era de se esperar, tem mais bancos que Moscow. Incrivel: Moscow, aquela cidade que um dia em um passado remoto ja foi comunista, parecia ser o lugar com mais bancos no mundo! Quase todos na Paradeplatz, um dos centros financeiros do mundo, que de acordo com o guia, no passado era um pig market! (Acho que continua sendo...)
Ja comecei o regime de engorda. Impossivel nao comecar. Muitos queijos, chocolates e ate bala pez.
Amanha cedo vou para Gruyere. Pretendo cair em um caldeirao de foundae.
TempressanObelix
obs: estava no transito terrivel para chegar ao aeroporto e digo ao taxista:
- moco, por favor, va o mais rapido que puder
ele responde: nao se preocupe, tambem estou com pressa, preciso ir no banheiro o quanto antes!
e eu pensei: pronto, so me faltava esta, agora o homem vai ter um piriri aqui!
domingo, 8 de março de 2009
Mordida pelo leão

Pela primeira vez, fui mordida pelo leão.
Não consigo entender! Já sou tributada em 27,5% na fonte, declaro tudo certinho, gastei quase 10 pilas a mais com seguro de saúde e ainda vou ter que pagar uma grana de Imposto de Renda.
Oh dia, oh ceus! Não me conformo. Justo euzinha, que sempre fiz a declaração no início do prazo, para receber a restituição logo, que ficava acompanhando em qual lote eu receberia, quase com a mesma ansiedade de olhar a lista de aprovados do vestibular, e eis que este ano, inaugurei a mordida!
Parece que foi ontem, que eu estava voltando de um almoço no América, com as queridissimas tranqueiras e falávamos disto. Todas iam ter que pagar, e eu ia receber. Pois é, entrei para o clube este ano! Que merda de clube!
Viajada pelo mundo que sou, ainda assim, sempre dá um medinho e amanhã inauguro a volta em parte do mundo a trabalho, em 3 semanas. Começo com Ubatuba.
Em função deste medinho que sempre me acompanha nas viagens, e na fragilidade iminente pós tiroteio na porta de casa, reforcei meu testamento oral com familiares. E como sempre, destinei uma parte para os bichos. Pandas e Baleias. Os bichos que mais me emocionaram nos últimos anos. Claro, que como sempre, tive que aguentar todas as piadinhas, mas como diria meu avô, se você deixar menos para os seus, também está bom. Mas reitero que para o leão, não quero deixar nadica!
Hasta la vuelta
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Caça e caçador

Calmazze! O Fabio Junior não vai aparecer por aqui, e não tenho visto estrelas soltas pelo céu da boca.
Outro dia, um conhecido disse que não entende por que há tamanha comoção com o mico leão dourado. Segundo ele, e daí se este bicho que não muda em nada nossa vida, desaparecer. É claro que fiquei em estado de choque com a declaração.
Mas recentemente, em uma conversa com amigos descobri algo que me deixou ainda mais apavorada. Descobri que a maioria das pessoas, quando assiste uma daquelas cenas típicas do National Geographic, de perseguição, torce pelo caçador.
Como assim?!?
Você vê a leoa, correndo como um animal faminto e torce para que ela consiga alcançar o pobre indefeso do veadinho?
Eu sempre torci para o veadinho escapar, dar um olé na leoa (uau, quase uma aliteração).
OK, entendo que a leoa vai ficar com fome, que existem centenas de milhares de veadinhos pela savana, mas eu quase sempre torço pelo mais fraco.
Fiquei com uma dúvida: será que torcer pelo mais fraco me torna uma anti-darwiniana? Não! Claro que não, Darwin sempre falou dos mais adaptados, nunca dos mais fortes (afinal como o besouro de alter do chão sobreviveu dentro da minha mala e pulou para fora dela quando chegou no meu apartamento?)
Talvez a maior dificuldade seja definir quem é o mais frágil. Só por que a leoa é maior, tem garras afiadas, isto faz dela mais forte? talvez não. talvez ela seja bem frágil. Quem vai saber como ela lida com a fome e com a frustração de ter perdido a caça?
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Uma nota, Zezinho
É claro que todos os frequentadores deste blog (que não passam de meia dúzia de gatos pingados -obrigada a todos os eles, a sua presença é muito importante para nós) lembram-se do programa "Qual é a música"
Eu adorava o maestro Zezinho, que tocava uma nota: pin, e o participante adivinhava qual era a música.
Vez em quando, baixa um Zezinho, e faço uma consideração por uma pessoa por uma frase, um parágrafo talvez.
Fragmento de uma conversa e inferência de todo o resto.
Situação 1: Contexto: Na manicure, hoje:
- Tô amando a faculdade. Os veteranos, tipo, são demais. Dou risada, tipo, o dia inteiro, tipo.
Manicure interrompe: que faculdade você está fazendo?
Tipo: Jornalismo, na Cásper Líbero, é demais!
(Pausa - Socorro - eu fiz 1 ano, achei um lixo! Minha amiga cri cri sabe que tê-la conhecido foi a única coisa que valeu naquela faculdade!)
Tipo: Os veteranos apelidaram um carinha de blanca. (Ri muito) (Ninguém mais entendeu a piada).
Manicure: o que quer dizer?
Tipo: aquele monstro vermelho e verde do XYZ (algum videogame).
Tipo: Alguém sabe quem ganhou a prova do líder do Big Brother
Situação 2, hoje também:
Contexto: chuva torrencial na hora do almoço. Fome daquelas do estômago colar no rim ou algum outro órgão perto das costas. No condomínio onde trabalho as entregas estão temporariamente suspensas, porque a recepção está em uma reforma, que demora tanto que provavelmente o rodoanel ficará pronto antes.
Decido ir ao drive thru do Merd Donalds que fica a 2 quadras do trabalho.
Vou eu e 2 colegas. Pegamos o pedido de mais 4 pessoas. Parte do pedido: 2 Mc tasty. Euzinha, na minha ignorância Merdidoniana, que há anos, só peço nuggets e cheeseburger especial (sem aqueles picles e aquela moçoroca) entendo Mc peixe.
Chego no caixa e peço: 2 mc peixe
atendente: mc fish?
(eu penso: ai, que mania que as pessoas tem de falar tudo em inglês), respondo:
- mc peixe
Minha colega de trabalho, no banco do passageiro, começa a rir, e diz: é Mc tasty!!
Situação 3: Uma grande amiga, tão cri cri quanto eu, me manda um mail que é um tipo de corrente, que pede para que cada amigo dela a descreva em apenas 1 palavra.
Eu escolhi: desocupada! (Não que ela seja de verdade, mas foi apenas uma piadinha por ter enviado a corrente...). Ela fica surpresa que uma pessoa muito próxima a definiu como: crítica.
Não entendi! Qual a surpresa?
Será que me definiriam como paciente?
Eu adorava o maestro Zezinho, que tocava uma nota: pin, e o participante adivinhava qual era a música.
Vez em quando, baixa um Zezinho, e faço uma consideração por uma pessoa por uma frase, um parágrafo talvez.
Fragmento de uma conversa e inferência de todo o resto.
Situação 1: Contexto: Na manicure, hoje:
- Tô amando a faculdade. Os veteranos, tipo, são demais. Dou risada, tipo, o dia inteiro, tipo.
Manicure interrompe: que faculdade você está fazendo?
Tipo: Jornalismo, na Cásper Líbero, é demais!
(Pausa - Socorro - eu fiz 1 ano, achei um lixo! Minha amiga cri cri sabe que tê-la conhecido foi a única coisa que valeu naquela faculdade!)
Tipo: Os veteranos apelidaram um carinha de blanca. (Ri muito) (Ninguém mais entendeu a piada).
Manicure: o que quer dizer?
Tipo: aquele monstro vermelho e verde do XYZ (algum videogame).
Tipo: Alguém sabe quem ganhou a prova do líder do Big Brother
Situação 2, hoje também:
Contexto: chuva torrencial na hora do almoço. Fome daquelas do estômago colar no rim ou algum outro órgão perto das costas. No condomínio onde trabalho as entregas estão temporariamente suspensas, porque a recepção está em uma reforma, que demora tanto que provavelmente o rodoanel ficará pronto antes.
Decido ir ao drive thru do Merd Donalds que fica a 2 quadras do trabalho.
Vou eu e 2 colegas. Pegamos o pedido de mais 4 pessoas. Parte do pedido: 2 Mc tasty. Euzinha, na minha ignorância Merdidoniana, que há anos, só peço nuggets e cheeseburger especial (sem aqueles picles e aquela moçoroca) entendo Mc peixe.
Chego no caixa e peço: 2 mc peixe
atendente: mc fish?
(eu penso: ai, que mania que as pessoas tem de falar tudo em inglês), respondo:
- mc peixe
Minha colega de trabalho, no banco do passageiro, começa a rir, e diz: é Mc tasty!!
Situação 3: Uma grande amiga, tão cri cri quanto eu, me manda um mail que é um tipo de corrente, que pede para que cada amigo dela a descreva em apenas 1 palavra.
Eu escolhi: desocupada! (Não que ela seja de verdade, mas foi apenas uma piadinha por ter enviado a corrente...). Ela fica surpresa que uma pessoa muito próxima a definiu como: crítica.
Não entendi! Qual a surpresa?
Será que me definiriam como paciente?
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Tavola Redonda
Era uma vez uma donzela que apaixonou-se por um cavaleiro chamado Arthur.
Arthur, compartilhava a távola redonda com mais 11 cavaleiros, mas era hétero.
Cavaleiro 1: era belo, forte, tocava vários instrumentos musicais, era um ouvinte atento das histórias da donzela, e tinha um sorriso encantador. Evidentemente tinha alguns defeitos, porém estes eram bem pouco cabeludos.
Cavaleiro 2: era decidido, objetivo, sem rodeios em suas decisões, adorava um palco e não sabia navegar em águas plácidas. Foi atacado em terras tropicais por uma mosquinha tse tse e caiu adormecido.
Cavaleiro 3: não era belo, tampouco interessante. Tratava-se de um cavaleiro solitário, em busca de um paraíso perdido. Excursionando por terras tropicais, foi seduzido por um fruto nativo, de cor arroxeada e sabor pouco doce. Buscava uma donzela que também gostasse deste fruto.
Cavaleiro 4: Era muito esbelto, com um sorriso demolidor de corações, porém com o passar dos anos ganhou uma forma bastante arredondada que o fez ficar comparável a um mamífero marinho de grande porte.
Estes cavaleiros eram exemplos de raparigos que lutavam, enfrentavam a fúria de dragões, lidavam com seu fogo, mas estavam longe de serem cavalheiros. Arthur, como o pioneiro do convescote da távola redonda teria que explicar a eles que no dia seguinte da batalha, o conquistado ficava a espera das orientações de como proceder e que não implica em sair em conjunto eternamente, em busca do cálice sagrado.
Os outros cavaleiros serão descritos em outra ocasião...
Guinevere ou Gwenfanfar
Arthur, compartilhava a távola redonda com mais 11 cavaleiros, mas era hétero.
Cavaleiro 1: era belo, forte, tocava vários instrumentos musicais, era um ouvinte atento das histórias da donzela, e tinha um sorriso encantador. Evidentemente tinha alguns defeitos, porém estes eram bem pouco cabeludos.
Cavaleiro 2: era decidido, objetivo, sem rodeios em suas decisões, adorava um palco e não sabia navegar em águas plácidas. Foi atacado em terras tropicais por uma mosquinha tse tse e caiu adormecido.
Cavaleiro 3: não era belo, tampouco interessante. Tratava-se de um cavaleiro solitário, em busca de um paraíso perdido. Excursionando por terras tropicais, foi seduzido por um fruto nativo, de cor arroxeada e sabor pouco doce. Buscava uma donzela que também gostasse deste fruto.
Cavaleiro 4: Era muito esbelto, com um sorriso demolidor de corações, porém com o passar dos anos ganhou uma forma bastante arredondada que o fez ficar comparável a um mamífero marinho de grande porte.
Estes cavaleiros eram exemplos de raparigos que lutavam, enfrentavam a fúria de dragões, lidavam com seu fogo, mas estavam longe de serem cavalheiros. Arthur, como o pioneiro do convescote da távola redonda teria que explicar a eles que no dia seguinte da batalha, o conquistado ficava a espera das orientações de como proceder e que não implica em sair em conjunto eternamente, em busca do cálice sagrado.
Os outros cavaleiros serão descritos em outra ocasião...
Guinevere ou Gwenfanfar
Flora, Fauna e Primavera

Fui convidada para um chá de bebê, no próximo domingo.
O bebê não foi convidado, pois ainda não nasceu, mas já tem uma lista de presentes em uma loja especializada.
Achei na lista vários itens completamente desconhecidos para mim. O mais estranho era um culote, tamanho Grande.
A bebezinha nem nasceu e alguém já quer que ela tenha culotes tamanho G!!
Lembrei das fadinhas da Bela Adormecida. Cada uma fez uma mágica/pedido para a princesinha .
Não sou fada madrinha desta bebê (e sim de ume menine que nascerá em junhe), mas mesmo assim vou fazer um desejo para a pequena Clarinha que vai nascer:
Clarinha, desejo que você não tenha culotes tamanho G!
Mother nature, este post foi em sua homenagem também.
Logo volto.
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