O restaurante próximo ao meu trabalho é bastante simples, com PFs gostosos e a preços honestos.
Na semana passada, ouvimos tiros nos arredores, por volta das 11hs da manhã. Rapidamente a notícia espalhou-se de que este restaurante tinha sido assaltado.
Na hora do almoço, passamos por lá e perguntamos o que houve.
Segue narrativa da filha do dono do restaurante:
"Foi antes do restaurante abrir. Chegaram 2 homens, com avental branco e disseram que eram da vigilância sanitária.
Eu falei: espera aí, que eu já trago a propina, mas eles foram entrando e disseram que iam fechar o restaurante, então meu irmão viu, achou que era falso, e perguntou onde estava o documento provando que eram da vigilância sanitária.
Eles disseram que era o crachá que valia. Meu irmão não acreditou e pegou a arma. Eles disseram que era um assalto, e puxaram a arma. Meu irmão atirou para cima, e eles fugiram correndo."
A história do assalto já caiu em segundo ou terceiro plano. O mais incrível foi a naturalidade que a mulher contou a seus clientes que iria pagar propina.
Moral da história: imaginem como deve ser a cozinha do estabelecimento...
Moral da historia 2: a comida é boa, e seja lá quais forem os vermes, já estou habituada a eles
sábado, 5 de dezembro de 2009
Dias úteis
Faltam 10 dias para as férias. 10 dias de trabalho.
Não posso chamar estes dias de úteis. Úteis são os dias que eu não tenho que acordar com o despertador, não tenho que colocar roupa de trabalhar, não tenho que esperar meio dia para poder comer.
Outro dia, resolvi quebrar a ditadura do relógio e sai para almoçar as 11:15, no trabalho. Os restaurantes dos arredores não estavam abertos!
É isto que é considerado dia útil?
Lamentável...
Não posso chamar estes dias de úteis. Úteis são os dias que eu não tenho que acordar com o despertador, não tenho que colocar roupa de trabalhar, não tenho que esperar meio dia para poder comer.
Outro dia, resolvi quebrar a ditadura do relógio e sai para almoçar as 11:15, no trabalho. Os restaurantes dos arredores não estavam abertos!
É isto que é considerado dia útil?
Lamentável...
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Vai para o tanque, D. Geralda!
Hoje eu estava no trânsito e um cara pediu passagem.
Eu estava falando no celular com uma amiga, sim, eu sei, tuuuuudo errado, e não vi que o cara tinha pedido passagem.
Eis que o moço abre a janela do carro, e diz:
"Sabe, às vezes a gente precisa de passagem, e às vezes a gente precisa dar passagem para os outros. Isto se chama reciprocidade!"
Eu fiquei envergonhada. Ele tinha toda razão.
E fiquei muito surpresa: só estou acostumada com xingamentos tenebrosos ou o famoso: Vai para o tanque, D. Maria!
Ah, com estes ando bem acostumada!
Eu estava falando no celular com uma amiga, sim, eu sei, tuuuuudo errado, e não vi que o cara tinha pedido passagem.
Eis que o moço abre a janela do carro, e diz:
"Sabe, às vezes a gente precisa de passagem, e às vezes a gente precisa dar passagem para os outros. Isto se chama reciprocidade!"
Eu fiquei envergonhada. Ele tinha toda razão.
E fiquei muito surpresa: só estou acostumada com xingamentos tenebrosos ou o famoso: Vai para o tanque, D. Maria!
Ah, com estes ando bem acostumada!
sábado, 24 de outubro de 2009
Rainbow
Eu sempre achei esta história do pote do ouro no fim do arco-iris uma bobagem. Sim, um lado meu cética, desde criancinha já imaginava que tratava-se de lorota, mas não é por isto que nunca gostei.
Primeiramente, eu sempre achei que seguindo a lei de murphy bastaria chegar a uma das extremidades, para constatar que o tal do pote estaria na outra.
Mais do que isto: Eu sempre achei que o arco-iris em si era muito mais interessante que o possível pote de ouro da extremidade. É tão raro e tão lindo. Aquele feixe de luzes coloridas. Não tem como não se emocionar. Um arco-iris sempre surpreende.
Com toda esta chuva dos últimos meses, ainda não vi nenhum.
Ah, estas coisas que acontecem quando a gente menos espera...
Primeiramente, eu sempre achei que seguindo a lei de murphy bastaria chegar a uma das extremidades, para constatar que o tal do pote estaria na outra.
Mais do que isto: Eu sempre achei que o arco-iris em si era muito mais interessante que o possível pote de ouro da extremidade. É tão raro e tão lindo. Aquele feixe de luzes coloridas. Não tem como não se emocionar. Um arco-iris sempre surpreende.
Com toda esta chuva dos últimos meses, ainda não vi nenhum.
Ah, estas coisas que acontecem quando a gente menos espera...
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Tsunami
Teve um ano que foi um tsunami em minha vida. O ano de 2006.
Muitas mudanças voluntárias e involuntárias choacoalharam tudo a minha volta.
Quando fui para a Tailandia, quase 2 anos depois, do Tsunami lá e do meu tsunami pessoal, fiquei muito impressionada com tudo, fui conhecer com sobreviventes, gente que reconstruiu a vida, gente que continuou traumatizado, entre outros.
Tsunami ou não tsunami, um caldo é um caldo e machuca até a honra.
E eu tomei o maior caldo no domingo, e não foi figurado, foi real.
Estava na praia do Leblon, uma versão kieviana da garota de ipanema. Protetor solar fator 60, biquini tomara que caia. Caiu. A onda derrubou tudo. Quando vi aquela onda vindo, mergulhei, mas nao teve jeito.
O resultado foi patético.
Minhas pernas foram parar nas minhas orelhas. Meu biquini foi parar na testa. Fui rolando e ralando na areia. Na hora dá vontade de rir e chorar ao mesmo tempo.
No fim, quando você finalmente para, esta bem no rasinho, a água na altura do tornozelo, e eu lá, toda desfigurada e envergonhada!
E o pior é que não era um tsunami, uma onda de 5 ou 10m. Era uma onda usual do Leblon. O que não era usual, era a paulista mané por lá.
Moral da história: Ressaca, só se forem os olhos da capitu
Moral 2: malandro é malandro, mané é mané
Moral 3: viver é perigoso
Muitas mudanças voluntárias e involuntárias choacoalharam tudo a minha volta.
Quando fui para a Tailandia, quase 2 anos depois, do Tsunami lá e do meu tsunami pessoal, fiquei muito impressionada com tudo, fui conhecer com sobreviventes, gente que reconstruiu a vida, gente que continuou traumatizado, entre outros.
Tsunami ou não tsunami, um caldo é um caldo e machuca até a honra.
E eu tomei o maior caldo no domingo, e não foi figurado, foi real.
Estava na praia do Leblon, uma versão kieviana da garota de ipanema. Protetor solar fator 60, biquini tomara que caia. Caiu. A onda derrubou tudo. Quando vi aquela onda vindo, mergulhei, mas nao teve jeito.
O resultado foi patético.
Minhas pernas foram parar nas minhas orelhas. Meu biquini foi parar na testa. Fui rolando e ralando na areia. Na hora dá vontade de rir e chorar ao mesmo tempo.
No fim, quando você finalmente para, esta bem no rasinho, a água na altura do tornozelo, e eu lá, toda desfigurada e envergonhada!
E o pior é que não era um tsunami, uma onda de 5 ou 10m. Era uma onda usual do Leblon. O que não era usual, era a paulista mané por lá.
Moral da história: Ressaca, só se forem os olhos da capitu
Moral 2: malandro é malandro, mané é mané
Moral 3: viver é perigoso
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Homenagem a um amigo que se foi
Um amigo que tinha grandes tiradas. Sempre tinha uma frase divertida para momentos propícios.
"casamento é igual a piscina gelada. O primeiro pula, tá aquele frio dos inferno e ele chama todo mundo: vem, vem que é ótimo"
"casar é bom, mas queimar no inferno é melhor"
"a gente fala mal de amigo pelas costas, que é para não magoar"
Era aquele tipo de cara que a simples presença já faz o lugar ficar divertido. O jeito de falar já era engraçado. Inteligente, se fazia de bobo. Machista, não tomava uma decisão sem consultar a esposa.
E ele se foi. Não é que ele tenha morrido, felizmente não foi isto o que aconteceu, mas a alegria dele partiu. Fez algumas escolhas estranhas, tomou atitudes controversas, e a convevivência com ele não será mais possível.
Que pena!
"casamento é igual a piscina gelada. O primeiro pula, tá aquele frio dos inferno e ele chama todo mundo: vem, vem que é ótimo"
"casar é bom, mas queimar no inferno é melhor"
"a gente fala mal de amigo pelas costas, que é para não magoar"
Era aquele tipo de cara que a simples presença já faz o lugar ficar divertido. O jeito de falar já era engraçado. Inteligente, se fazia de bobo. Machista, não tomava uma decisão sem consultar a esposa.
E ele se foi. Não é que ele tenha morrido, felizmente não foi isto o que aconteceu, mas a alegria dele partiu. Fez algumas escolhas estranhas, tomou atitudes controversas, e a convevivência com ele não será mais possível.
Que pena!
domingo, 4 de outubro de 2009
Vocabulário
Cada profissão tem seu vocabulário típico. Parece uma forma de excluir os outros, ou de mostrar uma unidade, ou de exibir um saber específico.
Cancêr nuncaé câncer para os médicos e sim CA.
Verruga nunca é verruga, sempre tem um termo muito mais difícil.
Área financeira então, nem se fale! A coisa às vezes é tão simples, algo como comprar ou vender, e tudo é transformado em derivativos, vested ou não vested, etc, etc.
Os psicólogos adoram falar de transferência, contratransferência, posições tardias, e assim vai.
Os que mais me divertem são os decoradores. As cores não combinam, elas compõem. Os móveis não são móveis, são peças. As peças precisam conversar entre si. Fico preocupada com meu criado-mudo que não conversa com ninguém. Super fora de moda.
Cancêr nuncaé câncer para os médicos e sim CA.
Verruga nunca é verruga, sempre tem um termo muito mais difícil.
Área financeira então, nem se fale! A coisa às vezes é tão simples, algo como comprar ou vender, e tudo é transformado em derivativos, vested ou não vested, etc, etc.
Os psicólogos adoram falar de transferência, contratransferência, posições tardias, e assim vai.
Os que mais me divertem são os decoradores. As cores não combinam, elas compõem. Os móveis não são móveis, são peças. As peças precisam conversar entre si. Fico preocupada com meu criado-mudo que não conversa com ninguém. Super fora de moda.
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