terça-feira, 1 de junho de 2010

Drogas

Meu posicionamento com relação às drogas sempre foi muito claro: sou contra as ilícitas e a-do-ro as lícitas. Sim, uma simples bula faz toda a diferença para mim.
Na semana passada em um momento de tráfico de drogas me livrei de um monte de remédios que tinha em casa e não usava. Foram para doação.

E hoje, achei 3 caixinhas de um remédio chinês que uma médica e acupunturista me indicou uma vez. Eu sei que parece mentira, mas o nome do remédio é: "chuan xiong cha tiao san". Apesar do nome, não veio da terra do tio sam.

Trata-se de uma medicação indicada para a enxaqueca, que eu tive em 2008. Na ocasião, a médica indicou que eu tomasse 6 comprimidos por vez, 4 vezes por dia! 24 comprimidos por dia. Após 3 dias, larguei o tratamento. Eu não tinha tempo livre para isto. Contas os comprimidos não estava aliviando minha dor de cabeça.

Hoje, estes 3 potinhos vão para o lixo.
Abaixo, coloco um link da internet que não me deixa mentir que a medicação com este nome existe de fato.

Chuan Xiong Cha Tiao San | ChineseMedicineTools.com: Chinese ... - [ Traduzir esta página ]
Natural Herbal Formulas That Release Exterior Disorders With Head and Neck SymptomsChuan Xiong Cha Tiao SanLigusticum Chuan Xiong Powder to be Taken w...
www.chinesemedicinetools.com/.../chuan-xiong-cha-tiao-san?... - Em cache

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Fogão subiu

Caminhando pelo Rio de Janeiro pela manhã, domingo de sol, me deparo com a seguinte manchete de jornal: Fogão subiu.
Manchete concisa, bastante auto-explicativa, eu penso.
E concluo: poxa, se o fogão subiu, é sinal de que a inflação está de volta. Vai tudo aumentar: a geladeira (aquela que eu acabei não comprando), todos os eletrodomésticos, serviços, etc. Muito rapidamente, uma infinidade de pensamentos se formam: me lembro de quando era criança, governo Sarney, inflação astronômica, vários carrinhos de supermercado no dia do recebimento do salário, overnight, entre outros.
Desde que comecei a trabalhar e ganhar meu dinheiro, nunca convivi com inflação de verdade. Penso: será que vou ter que incorporar isto na minha vida?
No Zimbabwe, comprei um cheeseburguer e um refrigerante e paguei uma conta de 1 milhão de zim dólares. Oh não! será o prenúncio destes tempos voltando ao Brasil?
E eis que olhando mais detalhadamente... o jornal chama-se Lance... epa! algo diferente aí... estou no Rio de Janeiro... o jornal é de futebol... pesadelo suspenso... O Fogão é o Botafogo! Subiu na pontuação do campeonato!Tudo na normalidade nas Casas Bahia!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

São Pedrinho

Dar nome aos bois não é fácil, mas dar nome às coisas é ainda mais díficil.
Algumas vezes participei, sériamente ou de brincadeira de conversas para ajudar amigos a batizarem empresas ou projetos.
Me lembro bem de uma vez, num restaurante com dois amigos, ficamos algum tempo tentando ajudar a amiga de um deles a definir o nome de um restaurante que ela ia abrir. Não chegamos a conclusão nenhuma, mas batizei um projeto do trabalho naquele dia com as sugestões. Desnecessário dizer que o projeto (de recursos humanos) nada tinha a ver com gastronomia.
Outra vez, um grande amigo, me ajudou a batizar este blog, lembrando que esta é uma das frases que eu mais falo, dada a minha conhecida intolerância a lerdeza humana.

Uma outra vez, fui convidada por uma amiga, para me juntar a um grupo de umas 10 pessoas, todos munidos com diferentes dicionários (inglês, mitologia, latim, entre outros) e vinho com o objetivo de escolher o nome da empresa dela. Lá pelas tantas, chegamos a 4 finalistas.

Fui sempre mal sucedida em palpitar nos nomes dos filhos dos amigos. Nada de surpreendente uma vez que eu sempre disse que se um dia tivesse uma filha, gostaria que ela se chamasse Isolda, homenagem a Isolda das mãos brancas, personagem frágil e fortíssima que tanto gosto na literatura.

E hoje novamente estou opinando na escolha de um nome para a empresa de uma grande amiga. Não está fácil. Em conversa com ela hoje, ela me disse: às vezes a gente simplesmente se acostuma com o nome, e ele torna-se natural. Concordo. Isto acontece.
A gente fica tentando relacionar a atividade a algum nome de grande impacto, e às vezes, um simples nome de fato torna-se super natural.

Me lembrei do livro do Saramago: Todos os nomes, e do personagem (cujo nome não me lembro, José, talvez) que trabalha em um cartório de nomes.

Curiosamente hoje peguei uma indicação com uma vizinha sobre um fornecedor para fazer um suporte de vidro para minha casa e o nome do estabelecimento era simplesmente: São Pedrinho!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Geladeira dada não se olha os dentes

A geladeira da minha casa quebrou. Um amigo me deu a geladeira dele, semi novinha, que estava sobrando na casa dele, mas ela é um pouco pequena. Mais ou menos do meu tamanho, quase nao cabiam meus imas na porta.

Fui ver preço e modelo de geladeira nova.
Fiquei impressionada com a variedade e incomodada com algumas coisas.

Tem geladeira com compartimento para tudo! Gavetinha para coisas light, lugar para latinhas, para frutas, para cada item. Sou contra! Sou a favor da democracia da geladeira, com direito a criatividade e a capacidade de empilhar coisas. Sou a favor do risco de abrir a geladeira e algo cair. E sou a favor de procurar lá no fundo onde estão as coisas e ser surpreendida por alimentos ou superbonder esquecidos há muito tempo.

O que me deixou atônita foi ver na loja uma geladeira com piloto automático! Como assim? Onde a geladeira pensa que vai? Será que se der fome no meio da noite e eu chamá-la ela virá sozinha até o quarto? Será que ela fará balisa entre o fogão e máquina de lavar? Será que o piloto automático pilota o fogão?

Sei não, considerando que quase nunca tem nada para comer na minha casa, que a maior parte do tempo um frigobar seria suficiente, que geladeira dada não se olham os dentes (nem os de alho), resolvi ficar com esta mesma por enquanto.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Nuvem negra


Uma vez, numa viagem, vi uma exposicao chamada: A terra vista de cima. Eram fotos maravilhosas tiradas por um fotografo que sobrevoou o mundo todo.
Fiquei tão impressionada que comprei o livro, e folhando cuidadosamente mais tarde, percebi que as fotos mais lindas, tinham sido tiradas na Islândia.
Em uma outra viagem, passando um frio descomunal em uma trilha, conheci um islandês que estava de camiseta de manga curta. Eu estava congelando e ele, vindo de Iceland, estava provavelmente curtindo um verãozinho frente ao vento patagônico.

Até a crise financeira do ano passado, estas eram basicamente as ocasiões que eu tinha ouvido falar da Islândia, mas que foram suficientes para despertar meu interesse de ir conhecer. E eis que em novembro do ano passado marquei uma viagem para lá, para junho deste ano. No entanto, planos coletivos tornaram-se individuais, e achei que não era o lugar para ir sola.

Bom, se eu não acreditava em sinais divinos, parece que o quase fim dos tempos que a Islândia está causando na Europa nos últimos dias, me diz para pelo menos duvidar um pouquinho...

E, se apesar de todas as cinzas, o fotógrafo do helicoptero pudesse fotografar a Islândia neste momento, eu tenho certeza que seriam as fotos mais maravilhosas do livro dele, porque às vezes a nuvem negra tem seu propósito e as cinzas servem para nos fazer ver que o mundo não é preto e branco.

"Earth from above" - Yann Arthus-Bertrand

domingo, 21 de março de 2010

Com açúcar e com afeto

minha grande amiga me trouxe meu doce predileto...
Uma delicia! Ovos e côco e muito, muito açúcar. Caiu como uma luva para adoçar um domingo um pouco amargo.

Outros grandes momentos do fim de semana: início, meio e fim de puzzle da grow;
Momento lost: vi um onibus soltando uma fumaça preta igualzinha a do Lost. A fumaça provavelmente deve ser tão ou mais letal que a do lost. Só que não escolhe quem vai atacar. Eu não estava no Oceanic 815 e levei uma baforada em plena rua. E a fumaça foi caminhando como se tivesse vida própria pela Dr. Arnaldo.

Desisti de assistir Budapeste. Tentei 2 vezes. Tem coisas que não adianta ficar tentando, insistindo, simplesmente não vai. O botão do stop do controle remoto deveria existir em nós também.
Bom, talvez seja possível substituí-lo por um pouco de vinho.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Na verdade eu sou assim

Em 1998, fui a um show do Tim Maia e ele também foi! Que sorte! Foi exatamente como eu esperava, grande atraso, ele completamente zureta, reclamando do som o tempo todo, e tocando todas as musicas que eu adorava. Alguns meses depois ele morreu.
Perdi alguns shows que gostaria muito de ter ido: Raul Seixas, Vinicius de Morais , Queen e Paul McCartney (este último preteri por ser concomitante com a minha festa de formatura da escola).
Esta semana fui ao show do Ney Matogrosso. Estava super animada, fazia tempo que não ia a um show, pensei que chegaria lá e o encontraria semi nu, cheio de plumas e penas cantando os sucessos da época dos Secos e Molhados, outros do Chico, Cazuza, bem performatico, etc.
O Ney Matogrosso e o Tim Maia são dois cantores que tem o poder de me fazer ficar feliz ou triste quase que instantaneamente.
Posso ter ganho na megasena, mas se ouvir um baladinha de um destes dois, me emociona na hora. Posso estar muito triste, mas se ouvir uma das músicas mais agitadas deles, sorrio na hora. Descobridor dos 7 mares é um exemplo disto. Pois bem cheguei, quero ficar bem a vontade, na verdade eu sou assim...
O show foi o avesso da expectativa. Eis que ele fez um show totalmente intinimista, somente com músicas muito lentas, e meio triste. Fiquei o tempo esperando ocorrer uma explosão mais alegre, e nada. O ponto mais animado, foi quando ele tocou Fascinação, que convenhamos, léguas de ser animada. Os sonhos mais lindos, sonhei com você... Bom, daí para a nostalgia foi um pulinho lépido. Fiquei lembrando da primeira vez que fui nesta casa de show, quando ainda chamava-se Palace e assisti pela primeira vez a um show do Chico. Era o Paratodos. Que lindo que foi!
E para terminar, a musica que ele não cantou, mas que é minha trilha sonora neste momento.
Que falta me faz um xodó. Mas como eu não tenho ninguém, eu levo a vida assim tão só...