Hoje eu estava no trânsito e um cara pediu passagem.
Eu estava falando no celular com uma amiga, sim, eu sei, tuuuuudo errado, e não vi que o cara tinha pedido passagem.
Eis que o moço abre a janela do carro, e diz:
"Sabe, às vezes a gente precisa de passagem, e às vezes a gente precisa dar passagem para os outros. Isto se chama reciprocidade!"
Eu fiquei envergonhada. Ele tinha toda razão.
E fiquei muito surpresa: só estou acostumada com xingamentos tenebrosos ou o famoso: Vai para o tanque, D. Maria!
Ah, com estes ando bem acostumada!
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
sábado, 24 de outubro de 2009
Rainbow
Eu sempre achei esta história do pote do ouro no fim do arco-iris uma bobagem. Sim, um lado meu cética, desde criancinha já imaginava que tratava-se de lorota, mas não é por isto que nunca gostei.
Primeiramente, eu sempre achei que seguindo a lei de murphy bastaria chegar a uma das extremidades, para constatar que o tal do pote estaria na outra.
Mais do que isto: Eu sempre achei que o arco-iris em si era muito mais interessante que o possível pote de ouro da extremidade. É tão raro e tão lindo. Aquele feixe de luzes coloridas. Não tem como não se emocionar. Um arco-iris sempre surpreende.
Com toda esta chuva dos últimos meses, ainda não vi nenhum.
Ah, estas coisas que acontecem quando a gente menos espera...
Primeiramente, eu sempre achei que seguindo a lei de murphy bastaria chegar a uma das extremidades, para constatar que o tal do pote estaria na outra.
Mais do que isto: Eu sempre achei que o arco-iris em si era muito mais interessante que o possível pote de ouro da extremidade. É tão raro e tão lindo. Aquele feixe de luzes coloridas. Não tem como não se emocionar. Um arco-iris sempre surpreende.
Com toda esta chuva dos últimos meses, ainda não vi nenhum.
Ah, estas coisas que acontecem quando a gente menos espera...
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Tsunami
Teve um ano que foi um tsunami em minha vida. O ano de 2006.
Muitas mudanças voluntárias e involuntárias choacoalharam tudo a minha volta.
Quando fui para a Tailandia, quase 2 anos depois, do Tsunami lá e do meu tsunami pessoal, fiquei muito impressionada com tudo, fui conhecer com sobreviventes, gente que reconstruiu a vida, gente que continuou traumatizado, entre outros.
Tsunami ou não tsunami, um caldo é um caldo e machuca até a honra.
E eu tomei o maior caldo no domingo, e não foi figurado, foi real.
Estava na praia do Leblon, uma versão kieviana da garota de ipanema. Protetor solar fator 60, biquini tomara que caia. Caiu. A onda derrubou tudo. Quando vi aquela onda vindo, mergulhei, mas nao teve jeito.
O resultado foi patético.
Minhas pernas foram parar nas minhas orelhas. Meu biquini foi parar na testa. Fui rolando e ralando na areia. Na hora dá vontade de rir e chorar ao mesmo tempo.
No fim, quando você finalmente para, esta bem no rasinho, a água na altura do tornozelo, e eu lá, toda desfigurada e envergonhada!
E o pior é que não era um tsunami, uma onda de 5 ou 10m. Era uma onda usual do Leblon. O que não era usual, era a paulista mané por lá.
Moral da história: Ressaca, só se forem os olhos da capitu
Moral 2: malandro é malandro, mané é mané
Moral 3: viver é perigoso
Muitas mudanças voluntárias e involuntárias choacoalharam tudo a minha volta.
Quando fui para a Tailandia, quase 2 anos depois, do Tsunami lá e do meu tsunami pessoal, fiquei muito impressionada com tudo, fui conhecer com sobreviventes, gente que reconstruiu a vida, gente que continuou traumatizado, entre outros.
Tsunami ou não tsunami, um caldo é um caldo e machuca até a honra.
E eu tomei o maior caldo no domingo, e não foi figurado, foi real.
Estava na praia do Leblon, uma versão kieviana da garota de ipanema. Protetor solar fator 60, biquini tomara que caia. Caiu. A onda derrubou tudo. Quando vi aquela onda vindo, mergulhei, mas nao teve jeito.
O resultado foi patético.
Minhas pernas foram parar nas minhas orelhas. Meu biquini foi parar na testa. Fui rolando e ralando na areia. Na hora dá vontade de rir e chorar ao mesmo tempo.
No fim, quando você finalmente para, esta bem no rasinho, a água na altura do tornozelo, e eu lá, toda desfigurada e envergonhada!
E o pior é que não era um tsunami, uma onda de 5 ou 10m. Era uma onda usual do Leblon. O que não era usual, era a paulista mané por lá.
Moral da história: Ressaca, só se forem os olhos da capitu
Moral 2: malandro é malandro, mané é mané
Moral 3: viver é perigoso
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Homenagem a um amigo que se foi
Um amigo que tinha grandes tiradas. Sempre tinha uma frase divertida para momentos propícios.
"casamento é igual a piscina gelada. O primeiro pula, tá aquele frio dos inferno e ele chama todo mundo: vem, vem que é ótimo"
"casar é bom, mas queimar no inferno é melhor"
"a gente fala mal de amigo pelas costas, que é para não magoar"
Era aquele tipo de cara que a simples presença já faz o lugar ficar divertido. O jeito de falar já era engraçado. Inteligente, se fazia de bobo. Machista, não tomava uma decisão sem consultar a esposa.
E ele se foi. Não é que ele tenha morrido, felizmente não foi isto o que aconteceu, mas a alegria dele partiu. Fez algumas escolhas estranhas, tomou atitudes controversas, e a convevivência com ele não será mais possível.
Que pena!
"casamento é igual a piscina gelada. O primeiro pula, tá aquele frio dos inferno e ele chama todo mundo: vem, vem que é ótimo"
"casar é bom, mas queimar no inferno é melhor"
"a gente fala mal de amigo pelas costas, que é para não magoar"
Era aquele tipo de cara que a simples presença já faz o lugar ficar divertido. O jeito de falar já era engraçado. Inteligente, se fazia de bobo. Machista, não tomava uma decisão sem consultar a esposa.
E ele se foi. Não é que ele tenha morrido, felizmente não foi isto o que aconteceu, mas a alegria dele partiu. Fez algumas escolhas estranhas, tomou atitudes controversas, e a convevivência com ele não será mais possível.
Que pena!
domingo, 4 de outubro de 2009
Vocabulário
Cada profissão tem seu vocabulário típico. Parece uma forma de excluir os outros, ou de mostrar uma unidade, ou de exibir um saber específico.
Cancêr nuncaé câncer para os médicos e sim CA.
Verruga nunca é verruga, sempre tem um termo muito mais difícil.
Área financeira então, nem se fale! A coisa às vezes é tão simples, algo como comprar ou vender, e tudo é transformado em derivativos, vested ou não vested, etc, etc.
Os psicólogos adoram falar de transferência, contratransferência, posições tardias, e assim vai.
Os que mais me divertem são os decoradores. As cores não combinam, elas compõem. Os móveis não são móveis, são peças. As peças precisam conversar entre si. Fico preocupada com meu criado-mudo que não conversa com ninguém. Super fora de moda.
Cancêr nuncaé câncer para os médicos e sim CA.
Verruga nunca é verruga, sempre tem um termo muito mais difícil.
Área financeira então, nem se fale! A coisa às vezes é tão simples, algo como comprar ou vender, e tudo é transformado em derivativos, vested ou não vested, etc, etc.
Os psicólogos adoram falar de transferência, contratransferência, posições tardias, e assim vai.
Os que mais me divertem são os decoradores. As cores não combinam, elas compõem. Os móveis não são móveis, são peças. As peças precisam conversar entre si. Fico preocupada com meu criado-mudo que não conversa com ninguém. Super fora de moda.
sábado, 19 de setembro de 2009
Fazer ou pagar para fazerem?
Tem gente que nasceu com a capacidade de consertar coisas. E tem gente que nem sequer se atreve a tentar consertar coisas e que quando tenta, só se dá mal.
Trouxe da Tailândia, uma bela estátua de artesanato. A estátua quebrou no vôo. Comprei superbonder para colar a parte quebrada. Tendo em vista meu histórico com superbonder, resolvi usar um pano, para não colar o dedo na estátua. Foi um desastre: colei os quatro dedos no pano e o pano na estátua. Haja água corrente para soltar tudo. Os dedos ficaram com cola por uns 3 dias.
Acho incrível aquelas pessoas que sabem desmontar uma tomada, arrumar fio, fio acola. E nada tem a ver com instrução, afinal nunca vi um eletrecista, ou encanador, com PhD. Parece ser algo nato.
Hoje sugeri a uma pessoa que precisava levar um quadro gigantesco, de presente de casamento, para o interior, que amarrasse em cima do carro. A outra opção era despachar via correio (em greve) ou alugar um carro imenso para que o quadro coubesse.
Ele comprou plástico bolha, preparou uma treliça para amarrar o quadro no capô do carro e partiu em viagem. Resultado: o quadro quebrou no meio, ele que era o padrinho do casório, não chegou a tempo, porque teve que parar várias vezes na estrada para re-amarrar o quadro, inutilmente, já que quebrou no fim da história, e eu ainda estou me sentindo culpada por ter dado a ideia de girico.
A propósito, não sei o que é girico, mas parece que suas ideias fazem parte da minha especialidade
Trouxe da Tailândia, uma bela estátua de artesanato. A estátua quebrou no vôo. Comprei superbonder para colar a parte quebrada. Tendo em vista meu histórico com superbonder, resolvi usar um pano, para não colar o dedo na estátua. Foi um desastre: colei os quatro dedos no pano e o pano na estátua. Haja água corrente para soltar tudo. Os dedos ficaram com cola por uns 3 dias.
Acho incrível aquelas pessoas que sabem desmontar uma tomada, arrumar fio, fio acola. E nada tem a ver com instrução, afinal nunca vi um eletrecista, ou encanador, com PhD. Parece ser algo nato.
Hoje sugeri a uma pessoa que precisava levar um quadro gigantesco, de presente de casamento, para o interior, que amarrasse em cima do carro. A outra opção era despachar via correio (em greve) ou alugar um carro imenso para que o quadro coubesse.
Ele comprou plástico bolha, preparou uma treliça para amarrar o quadro no capô do carro e partiu em viagem. Resultado: o quadro quebrou no meio, ele que era o padrinho do casório, não chegou a tempo, porque teve que parar várias vezes na estrada para re-amarrar o quadro, inutilmente, já que quebrou no fim da história, e eu ainda estou me sentindo culpada por ter dado a ideia de girico.
A propósito, não sei o que é girico, mas parece que suas ideias fazem parte da minha especialidade
domingo, 6 de setembro de 2009
Óculos e Ósculos
Usei óculos muitos anos. Um mais feio que o outro, uma mais frágil que o outro, o que me deixava bastante estressada, afinal já fui míope de 6 graus. Ah, quantas vezes não quebrei os óculos. Perder, nunca perdi. Nenhum míope de 6 graus perde os óculos. Não é louco.
Depois veio a lente de contato. Era super cara e trabalhosa, tinha que ferver todos os dias, um momente de cuidados. Aos 23 anos me livrei disto tudo. Não tem preço enxergar o shampoo no banho depois de 15 anos. Não teve preço acampar em machu picchu sem precisar me preocupar com a chuva embassando os óculos ou com os cuidados de higiene da lente de contato.
Grande parte dos meus amigos que também operaram, tiveram suas míopias (ou parte delas) retornadas. Felizmente ainda não fui inclusa neste grupo. Nem tampouco, pela idade, no grupo dos que precisam de óculos para ler. Ainda tenho alguns anos para aproveitar.
E eis, que subitamente, as animações que eu tanto gosto de ver no cinema, passam a exigir óculos, porque são 3D. Why the hell???
Não me faz diferença se os balões do Mr. Friederissen estão a um palmo de distância. A beleza deles está nas cores e nos sonhos, e não na proximidade.
E fiquei pensando em quem é míope e tem que colocar um óculos sobre o outro. Que chatice!
A miopia sai de você, mas você não sai da miopia!
Depois veio a lente de contato. Era super cara e trabalhosa, tinha que ferver todos os dias, um momente de cuidados. Aos 23 anos me livrei disto tudo. Não tem preço enxergar o shampoo no banho depois de 15 anos. Não teve preço acampar em machu picchu sem precisar me preocupar com a chuva embassando os óculos ou com os cuidados de higiene da lente de contato.
Grande parte dos meus amigos que também operaram, tiveram suas míopias (ou parte delas) retornadas. Felizmente ainda não fui inclusa neste grupo. Nem tampouco, pela idade, no grupo dos que precisam de óculos para ler. Ainda tenho alguns anos para aproveitar.
E eis, que subitamente, as animações que eu tanto gosto de ver no cinema, passam a exigir óculos, porque são 3D. Why the hell???
Não me faz diferença se os balões do Mr. Friederissen estão a um palmo de distância. A beleza deles está nas cores e nos sonhos, e não na proximidade.
E fiquei pensando em quem é míope e tem que colocar um óculos sobre o outro. Que chatice!
A miopia sai de você, mas você não sai da miopia!
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