Ir ao supermercado não é das tarefas que eu gosto. Aliás, por isto, considero tarefa.
Hoje fui.
E presenciei uma briga.
Estava na fila preferencial para idosos ou menos de 10 volumes. (Eu tinha menos de 10 volumes, os de sempre: iogurte, requeijão, frutas, torrada, e só).
A mulher atrás de mim, implicou com a família que estava na minha frente na fila. Não percebeu que estavam com um idoso a tiracolo. Ficou insinuando que tinham que mudar de fila. O idoso se aborreceu e deu-lhe uma: isto é uma família, meus 2 filhos estão comigo, nos fazemos compras juntos e fazemos as refeiçoes juntos.
Não satisfeita, a mulher ainda ironizou: "mas é o pai que paga a conta...". Eis que a filha do idoso, com toda a razão, deu-lhe uma: "o que a senhora tem a ver com isto? não sabe quem paga o que, tá se metendo por que?". Enfim, um barraco na fila.
Este post foi meia boca, mas é só um ensaio para voltar de vez. Mais de 2 meses enferrujada.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
domingo, 13 de dezembro de 2009
Seu delegado prende o Tadeu
Soube que no meu predio tinha um morador que é um delegado e que é um cara super casca grassa, que agride a esposa verbal e fisicamente.
Dizem as más línguas do prédio que ele xingava ela de vaca, e que batia nela.
Eu achava que o tal do delegado era um determinado cara.
Um careca, que mora aqui, meio fortao, com uma cara muito invocada, que as vezes eu encontro no sala de ginastica, fazendo esteira.
Eu mal cumprimentava o cara, apenas grunhia um bom dia, ou boa noite, dependendo da cor do ceu, e me resignava do outro lado, olhando o cara, de rabo de olho, vez em quando, e mentalmente querendo dizer para ele que ele era um imbecil, um idiota, que nada justifica agredir uma outra pessoa fisicamente, principamente sua esposa, etc, etc, etc.
Eis que outro dia o zelador me conta que o tal do delegado mudou de prédio. Alugava aqui e deixou de alugar.
Achei ótimo. Um doido a menos aqui.
Pois outro dia, estou na garagem e vejo o tal do delegado por quem, secetamente nutro um ódio imenso, e por outro lado, não de forma paradoxa, morro de medo.
Perguntei para o zelador: o que o ex inquilino faz aqui?
- ex inquilino?
- sim, o tal do delegado
- o delegado nunca mais apareceu por aqui
- aquele careca nao e o delegado?
- nãoooooooooo............. aquele não é o delegado.....
Ou seja, passei meses com medo do cara errado!
Claro que achando que o cara era o delegado, já tinha concluído que a cara dele era mesmo de dar medo, que o olhar era violento, etc, etc.
Acho melhor nem saber agora qual é a profissão deste aí. Se souber que é veterinário de chinchila vai ser mais constrangedor!
Dizem as más línguas do prédio que ele xingava ela de vaca, e que batia nela.
Eu achava que o tal do delegado era um determinado cara.
Um careca, que mora aqui, meio fortao, com uma cara muito invocada, que as vezes eu encontro no sala de ginastica, fazendo esteira.
Eu mal cumprimentava o cara, apenas grunhia um bom dia, ou boa noite, dependendo da cor do ceu, e me resignava do outro lado, olhando o cara, de rabo de olho, vez em quando, e mentalmente querendo dizer para ele que ele era um imbecil, um idiota, que nada justifica agredir uma outra pessoa fisicamente, principamente sua esposa, etc, etc, etc.
Eis que outro dia o zelador me conta que o tal do delegado mudou de prédio. Alugava aqui e deixou de alugar.
Achei ótimo. Um doido a menos aqui.
Pois outro dia, estou na garagem e vejo o tal do delegado por quem, secetamente nutro um ódio imenso, e por outro lado, não de forma paradoxa, morro de medo.
Perguntei para o zelador: o que o ex inquilino faz aqui?
- ex inquilino?
- sim, o tal do delegado
- o delegado nunca mais apareceu por aqui
- aquele careca nao e o delegado?
- nãoooooooooo............. aquele não é o delegado.....
Ou seja, passei meses com medo do cara errado!
Claro que achando que o cara era o delegado, já tinha concluído que a cara dele era mesmo de dar medo, que o olhar era violento, etc, etc.
Acho melhor nem saber agora qual é a profissão deste aí. Se souber que é veterinário de chinchila vai ser mais constrangedor!
sábado, 5 de dezembro de 2009
Ladrão que rouba ladrão...
O restaurante próximo ao meu trabalho é bastante simples, com PFs gostosos e a preços honestos.
Na semana passada, ouvimos tiros nos arredores, por volta das 11hs da manhã. Rapidamente a notícia espalhou-se de que este restaurante tinha sido assaltado.
Na hora do almoço, passamos por lá e perguntamos o que houve.
Segue narrativa da filha do dono do restaurante:
"Foi antes do restaurante abrir. Chegaram 2 homens, com avental branco e disseram que eram da vigilância sanitária.
Eu falei: espera aí, que eu já trago a propina, mas eles foram entrando e disseram que iam fechar o restaurante, então meu irmão viu, achou que era falso, e perguntou onde estava o documento provando que eram da vigilância sanitária.
Eles disseram que era o crachá que valia. Meu irmão não acreditou e pegou a arma. Eles disseram que era um assalto, e puxaram a arma. Meu irmão atirou para cima, e eles fugiram correndo."
A história do assalto já caiu em segundo ou terceiro plano. O mais incrível foi a naturalidade que a mulher contou a seus clientes que iria pagar propina.
Moral da história: imaginem como deve ser a cozinha do estabelecimento...
Moral da historia 2: a comida é boa, e seja lá quais forem os vermes, já estou habituada a eles
Na semana passada, ouvimos tiros nos arredores, por volta das 11hs da manhã. Rapidamente a notícia espalhou-se de que este restaurante tinha sido assaltado.
Na hora do almoço, passamos por lá e perguntamos o que houve.
Segue narrativa da filha do dono do restaurante:
"Foi antes do restaurante abrir. Chegaram 2 homens, com avental branco e disseram que eram da vigilância sanitária.
Eu falei: espera aí, que eu já trago a propina, mas eles foram entrando e disseram que iam fechar o restaurante, então meu irmão viu, achou que era falso, e perguntou onde estava o documento provando que eram da vigilância sanitária.
Eles disseram que era o crachá que valia. Meu irmão não acreditou e pegou a arma. Eles disseram que era um assalto, e puxaram a arma. Meu irmão atirou para cima, e eles fugiram correndo."
A história do assalto já caiu em segundo ou terceiro plano. O mais incrível foi a naturalidade que a mulher contou a seus clientes que iria pagar propina.
Moral da história: imaginem como deve ser a cozinha do estabelecimento...
Moral da historia 2: a comida é boa, e seja lá quais forem os vermes, já estou habituada a eles
Dias úteis
Faltam 10 dias para as férias. 10 dias de trabalho.
Não posso chamar estes dias de úteis. Úteis são os dias que eu não tenho que acordar com o despertador, não tenho que colocar roupa de trabalhar, não tenho que esperar meio dia para poder comer.
Outro dia, resolvi quebrar a ditadura do relógio e sai para almoçar as 11:15, no trabalho. Os restaurantes dos arredores não estavam abertos!
É isto que é considerado dia útil?
Lamentável...
Não posso chamar estes dias de úteis. Úteis são os dias que eu não tenho que acordar com o despertador, não tenho que colocar roupa de trabalhar, não tenho que esperar meio dia para poder comer.
Outro dia, resolvi quebrar a ditadura do relógio e sai para almoçar as 11:15, no trabalho. Os restaurantes dos arredores não estavam abertos!
É isto que é considerado dia útil?
Lamentável...
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Vai para o tanque, D. Geralda!
Hoje eu estava no trânsito e um cara pediu passagem.
Eu estava falando no celular com uma amiga, sim, eu sei, tuuuuudo errado, e não vi que o cara tinha pedido passagem.
Eis que o moço abre a janela do carro, e diz:
"Sabe, às vezes a gente precisa de passagem, e às vezes a gente precisa dar passagem para os outros. Isto se chama reciprocidade!"
Eu fiquei envergonhada. Ele tinha toda razão.
E fiquei muito surpresa: só estou acostumada com xingamentos tenebrosos ou o famoso: Vai para o tanque, D. Maria!
Ah, com estes ando bem acostumada!
Eu estava falando no celular com uma amiga, sim, eu sei, tuuuuudo errado, e não vi que o cara tinha pedido passagem.
Eis que o moço abre a janela do carro, e diz:
"Sabe, às vezes a gente precisa de passagem, e às vezes a gente precisa dar passagem para os outros. Isto se chama reciprocidade!"
Eu fiquei envergonhada. Ele tinha toda razão.
E fiquei muito surpresa: só estou acostumada com xingamentos tenebrosos ou o famoso: Vai para o tanque, D. Maria!
Ah, com estes ando bem acostumada!
sábado, 24 de outubro de 2009
Rainbow
Eu sempre achei esta história do pote do ouro no fim do arco-iris uma bobagem. Sim, um lado meu cética, desde criancinha já imaginava que tratava-se de lorota, mas não é por isto que nunca gostei.
Primeiramente, eu sempre achei que seguindo a lei de murphy bastaria chegar a uma das extremidades, para constatar que o tal do pote estaria na outra.
Mais do que isto: Eu sempre achei que o arco-iris em si era muito mais interessante que o possível pote de ouro da extremidade. É tão raro e tão lindo. Aquele feixe de luzes coloridas. Não tem como não se emocionar. Um arco-iris sempre surpreende.
Com toda esta chuva dos últimos meses, ainda não vi nenhum.
Ah, estas coisas que acontecem quando a gente menos espera...
Primeiramente, eu sempre achei que seguindo a lei de murphy bastaria chegar a uma das extremidades, para constatar que o tal do pote estaria na outra.
Mais do que isto: Eu sempre achei que o arco-iris em si era muito mais interessante que o possível pote de ouro da extremidade. É tão raro e tão lindo. Aquele feixe de luzes coloridas. Não tem como não se emocionar. Um arco-iris sempre surpreende.
Com toda esta chuva dos últimos meses, ainda não vi nenhum.
Ah, estas coisas que acontecem quando a gente menos espera...
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Tsunami
Teve um ano que foi um tsunami em minha vida. O ano de 2006.
Muitas mudanças voluntárias e involuntárias choacoalharam tudo a minha volta.
Quando fui para a Tailandia, quase 2 anos depois, do Tsunami lá e do meu tsunami pessoal, fiquei muito impressionada com tudo, fui conhecer com sobreviventes, gente que reconstruiu a vida, gente que continuou traumatizado, entre outros.
Tsunami ou não tsunami, um caldo é um caldo e machuca até a honra.
E eu tomei o maior caldo no domingo, e não foi figurado, foi real.
Estava na praia do Leblon, uma versão kieviana da garota de ipanema. Protetor solar fator 60, biquini tomara que caia. Caiu. A onda derrubou tudo. Quando vi aquela onda vindo, mergulhei, mas nao teve jeito.
O resultado foi patético.
Minhas pernas foram parar nas minhas orelhas. Meu biquini foi parar na testa. Fui rolando e ralando na areia. Na hora dá vontade de rir e chorar ao mesmo tempo.
No fim, quando você finalmente para, esta bem no rasinho, a água na altura do tornozelo, e eu lá, toda desfigurada e envergonhada!
E o pior é que não era um tsunami, uma onda de 5 ou 10m. Era uma onda usual do Leblon. O que não era usual, era a paulista mané por lá.
Moral da história: Ressaca, só se forem os olhos da capitu
Moral 2: malandro é malandro, mané é mané
Moral 3: viver é perigoso
Muitas mudanças voluntárias e involuntárias choacoalharam tudo a minha volta.
Quando fui para a Tailandia, quase 2 anos depois, do Tsunami lá e do meu tsunami pessoal, fiquei muito impressionada com tudo, fui conhecer com sobreviventes, gente que reconstruiu a vida, gente que continuou traumatizado, entre outros.
Tsunami ou não tsunami, um caldo é um caldo e machuca até a honra.
E eu tomei o maior caldo no domingo, e não foi figurado, foi real.
Estava na praia do Leblon, uma versão kieviana da garota de ipanema. Protetor solar fator 60, biquini tomara que caia. Caiu. A onda derrubou tudo. Quando vi aquela onda vindo, mergulhei, mas nao teve jeito.
O resultado foi patético.
Minhas pernas foram parar nas minhas orelhas. Meu biquini foi parar na testa. Fui rolando e ralando na areia. Na hora dá vontade de rir e chorar ao mesmo tempo.
No fim, quando você finalmente para, esta bem no rasinho, a água na altura do tornozelo, e eu lá, toda desfigurada e envergonhada!
E o pior é que não era um tsunami, uma onda de 5 ou 10m. Era uma onda usual do Leblon. O que não era usual, era a paulista mané por lá.
Moral da história: Ressaca, só se forem os olhos da capitu
Moral 2: malandro é malandro, mané é mané
Moral 3: viver é perigoso
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